sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pra celebrar a vida da gente!!

Hoje, 28 de janeiro, completo adoráveis 26 aninhos!
Um ano complicado, mas não menos incrível...
Esse post vem como um resgate de memórias (mania de historiador deve ser!), pra rememorar o melhor desses meus 25 anos!
Tomara que daqui um ano as memórias continuem tão lindas quanto estas...!

Pra que veio aqui, um beijo enorme!
Poucas palavras por hoje, as imagens falam por si...!

Eis então... O melhor dos 25!

MARLON

 

FAMÍLIA


 


DTG





PRENDADO REGIONAL







40ª CIRANDA








CONCLUSÃO DO CURSO

 
 
 


LAURA






RAFAEL




 A MAGIA DOS REENCONTROS





 

A EMOÇÃO DO ANO...!


Obrigada a todo aquele que permite que cada ano seja ainda mais mágico!!!!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"O que você espera do Senhor Erival Bertolini como Presidente do MTG 2011?"

Resultado da enquete "O que você espera do Senhor Erival Bertolini como Presidente do MTG 2011?


Tenho ótimas expectativas, com mudanças positivas.
  4 (16%)
 

Gosto muito dele mas tenho poucas expectativas de mudanças.
  0 (0%)

Não acredito que vá mudar muita coisa, pois ele era integrante do antigo Conselho.
  11 (45%)
 

Acho que o Savaris vai mandar.
  12 (50%)
 

Não tenho opinião formada ainda, acho imprevisível.
  2 (8%)
 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O CONGRESSO TRADICIONALISTA DE NOVA PETRÓPOLIS

Tinha tudo pra ser excelente. Linda cidade, uma estrutura fantástica e até o calor deu uma trégua de tarde. Parabéns pra Nova Petrópolis pela parte que lhes tocava, foi impecável.

Mas infelizmente foi, com folga, o pior congresso que fui na minha vida. Pela desorganização absurda de seus promotores. E aqui vem um post bem longo sobre o assunto...


Sobre a eleição, mais uma vez... Quem veio aqui procurar meu posicionamento sobre ela, meia volta volver! Ou continue até o final se achar que deve. Os motivos pra eu não falar dela? Leia (ou releia) o post do Pré-Congresso. 


Quero falar do Congresso e minha nova decepção com seus promotores. Não posso usar o termo "atual diretoria" pois quem promoveu foi a Gestão anterior... Também não posso dizer a "antiga diretoria" pois qualquer chapa que vencesse teria gente dela. Então usarei o termo "promotores do evento".


Chegamos ao Congresso bem mais tarde que o previsto, pois nosso ônibus estragou e ficamos 3 horas em Santa Cruz aguardando o outro que viera de SM. Era quase 11h quando chegamos em Nova Petrópolis e fomos ao...


Credenciamento: 11h e as filas ainda eram gigantes para os delegados. E ficamos ali das 11h até 13h para conseguirmos fazer isso. EU NÃO ME CONFORMO... Todo santo ano é a mesma coisa. Alvará não chegou, fila enorme, erro no sistema... Sabe qual é a minha maior indignação? Todo cartão tradicionalista tem código de barras. Pode ir conferir o seu, caso não tenha percebido. Mas nunca se usa um LEITOR DO CÓDIGO DE BARRAS!!! Seria tão, mas tão, mas tããão ágil e simples que não há o que dizer. Bastava passar o cartão no leitor e dar o ok. Muito fácil, prático, ligeiro. Aliás, isso teria sido muito útil no ENART também, ao invés de gerar outro cartãozinho com código. Cada um de nós tem um código no cartão que nunca serve pra nada, só pra enfeite!


Mas continuando... A Mari foi se credenciar como congressista e nós chegamos ao final da fila (eu e a Lu, a outra delegada do DTG) após sermos bombardeadas por uma chuva de adesivos e perguntas. Só respondemos à uma repetitivamente: Nós não faremos campanha. Ao chegarmos no credenciamento, fui no computador de uma moça à qual tive que explicar pra ela pq dizia capataz no meu cartão. Ainda bem que não preciso explicar pra vocês, mas ela não sabia. 


Após digitar meu nome várias vezes no sistema que estava travando, ela disse que eu tinha 2 cadastros e quis tentar entender. Eu sabia disso e já havia ligado pro MTG várias vezes pedindo que alguém pudesse ver isso pra mim. Engraçado, nenhuma vez funcionou. Quando mudei meu cartão pra 13ª, o meu cadastro pelo Adaga, da 18ª, se manteve. Eu sabia pois nos 2 últimos Congressos aconteceu a mesma coisa e meu certificado (que eu precisava para os relatórios do Concurso da Região e do Estado) tinham saído errado e eu tive que solicitar novos. Erro meu? Do sistema? De quem o organiza? Não sei, mas meu não é mesmo! Fiz tudo o que tinha de fazer (assinatura do coordenador e do patrão da entidade que deixava, etc etc.)... Bom, aí expliquei que a moça que me credenciasse pela 13ª, pois é o que diz no meu cartão e é o cartão que está ativo. Ela disse ter entendido. Essa novela foi ao ar novamente no final do dia... Depois chegamos lá.


DUAS HORAS no credenciamento. E isso que já era 11h quando chegamos pra ele. Muita gente embolada. Sem contar que o credenciamento acontece junto das Plenárias da manhã. Béééé, mais uma coisa que eu acho absurda. Não acho que devam haver eventos paralelos às plenárias. Basta organizar melhor os horários e o cronograma das atividades. Atividades paralelas nem pras Prendas e Peões. Pra que serve o Congresso? Pra que serve ser Congressista? Pra o que enfim serve o certificado que ganhas lá? Pra comprovar seu passeio na cidade promotora ou pra dizer que tu foste atuar em um evento estadual?


Ok... E fomos então pra fila do almoço. Mais meia horinha. Sei que havia opções próximas por perto, mas nosso almoço fora pago junto com a excursão... Era só esperar.


Plenárias da tarde: Choquei. Quando a 1ª começou, ela terminou, pois nada havia a ser debatido... E prestação de contas e intervalo. Aliás, o que mais teve foi intervalo. E fila, muitas filas... Voltamos à plenária depois do intervalo e votamos a única proposição dela: o tema da Semana Farroupilha. Mas antes de ser apresentado e colocado em votação, todos foram bem avisados que o IGTF já havia o aprovado e nós estávamos apenas cumprindo tabela. Pq a cena toda então? Pq colocar em "votação"? Podiam ter feito um folhetinho e distribuído... Já que ninguém ali ia poder fazer algo mesmo. 


Fiquei ainda indignada com a explanação "histórica" da temática... A explicação começou com "a história do RS começa com os jesuítas". Ai, meu rim! Assassinemos da história de todos os nativos que habitaram a região antes dos jesuítas... Todos os nativos que não foram missioneiros... Toda a ainda chamada pré-história do RS e da humanidade... Ainda na explanação, com "os fatos que formaram a identidade do gaúcho", foi citado que após a Revolução de 1893 podemos trabalhar o início do Movimento. Claro, e assassinarmos mais 50 anos de história do RS, todo o início do século XX e seus correspondentes. Eu enlouqueço... O MTG tá precisando de historiadores, eu sempre digo isso. Só essa explicação do tema leva ao surto de qualquer um mais entendido do assunto. Mas enquanto deixarem sempre a mesma pessoa falando de história, e falando sempre a mesma coisa na área da história, não podemos esperar muita coisa mesmo. Resta acatar suas temáticas históricas impostas e mal escritas e fazer um desfile com nossa opinião sobre a mesma história, vista de outro ângulo, estudada a partir de bons autores.
Ah, depois desta tivemos... Intervalo! Uhu... 


E lá se foi mais não sei quanto tempo, e começou a votação pra Presidente. Infelizmente, quando ela começou teve a melhor proposição do Congresso, sobre mudar as formas da eleição, do senhor Adair Mallmann e relatada pelo Belmonte, a favor do proponente. Excelente a proposição e fora aprovada. Claro que a proposição era: pedir que o conselho estude as mudanças para a eleição e leve em votação para a Convenção, pois só a Convenção altera regulamentos. Esse é o 1º regulamento que deveria mudar: que só a Convenção altera regulamentos. Não dizem que o lugar de todos os tradicionalistas é no Congresso, debatendo e melhorando nosso Movimento? MAS COMO se apenas a Convenção altera regulamentos e não são todos os tradicionalista que tem voz nela? Aliás, nem no Congresso tem! Protecioniiiismo baraaato... Os regulamentos deveriam ser alterados pela vontade da maioria e ponto. Mas ae vem o medinho da voz do povo...


Ainda sempre tem alguém que vai lá e diz: Pq estamos debatendo um assunto de Convenção no Congresso? Ora essa... Pq não debater? Não é pra ser este o espaço de reflexões e talz? Ah, por favor...


Votação: Já devem estar cansados deste post gigante né. Lamento não ser mais sucinta aos que desejam acompanhar, mesmo! Mas não consigo... Continuando. 
 
A votação acontece junto das plenárias... Tsc tsc... Cada coisa deveria acontecer em um horário específico. E aqui chegamos ao ápice da falta de organização e competência na promoção do Congresso. Eram 3 mesas de votação, por região: da 1ª até a 10ª, da 11ª até a 20ª, da 21ª até a 30ª. Nós ficamos, isso só a 13ª (pois chamavam por região) DUAS HORAS E MEIA NA FILA. Isso totalizado quando eu entrei pra votar, e tinham muitos ainda depois de mim. Quando chegávamos pra votar, entendíamos o motivo: Em cada uma das mesas tinham 10 regiões, ok? Conforme a distribuição ali em cima... Em cada mesa, tinham as folhas com os nomes de todos os votantes destas 10 regiões. Só que os nomes estavam em ordem totalmente aleatória... Ae os responsáveis ali pela votação já estavam exaustos e tendo que ver nome por nome, com os nomes do total de 10 regiões pra encontrar o teu. Mara! Quando achavam, assinava-se o nome ao lado com um viva! (Tá, a parte do viva eu inventei, mas merecia... hehe.) 


Ah, e pra votar, tu tinha que pegar um envelope, ir em frente 2 caixas, onde cada uma tinha folhas com uma das chapa, ae tu escolhia a de sua preferência, colocava dentro do envelope e ia votar. 1ª - desperdício de papel (nas folhas das chapas e nos envelopes) num mundo que clama pela preservação do meio ambiente e pela reciclagem. 2 - Total falta de privacidade, qualquer um poderia ver de qual caixa tu estava pegando o papel. 3 - Total falta de praticidade... Tanto pra votar quanto pra os que contaram os votos depois. Mas é como eu digo (e está virando até um bordão!): Tem coisas que só o MTG (e seus organizadores de evento) faz por você. Tomara mesmo que um dia eu consiga usar essa frase sem ironias...


Minha novela particular - Os dois cadastros: Bom, lembram dos meus 2 cadastros? Pois é, a moça acabou me credenciando pela 18ª. Vi isso quando cheguei para votar. Eu mesma ajudei os senhores que tavam trabalhando na minha mesa, achei o meu nome e disse que estava errado. Na correria talvez eles não percebessem que não condizia com meu cartão, mas eu achei correto avisá-los. Aí chamaram um dos organizadores responsáveis pela eleição (quem quiser saber quem é me pergunte pessoalmente, eu digo sem problemas - aqui só citarei nome dos que merecem elogios)... Eu expliquei o ocorrido dizendo que eu havia dois cadastros. Ele me disse que era impossível que eu tivesse, pois o sistema sequer aceitaria. E eu enfatizei que eu tinha, e que não era a 1ª vez que isso acontecia, e que eu já havia ligado pedindo que o caso fosse solucionado. 


Ele repetiu: "Querida, é impossível você ter 2 cadastros"... Então eles acharam que eu não deveria votar. Eu disse que o erro não era meu, e que meu direito não deveria ser ferido. Chegou Seu Edemar Fischer pra ajudar e, como sempre, foi conciliador, coerente, prático, prestativo e extremamente gentil. Seu Edemar disse que devia ter algum erro no sistema, pois eles sabiam que eu era da 13ª há tempos, que eu havia concorrido pra Prenda, então meu cartão tinha que estar ok. Os senhores da mesa então concordaram, por sugestão do Seu Edemar, em anotar meu nome em separado na folha de votantes, riscar meu nome na lista pela 18ª e me disseram pra ir votar. Assinei o papel. Fui colocar o envelope na urna e me disseram pra esperar. A moça que era fiscal de uma das chapa que estava lá também e deveria dar o aval - os representantes das duas chapas deveriam -, disse que mesmo tendo me visto na Ciranda pela 13ª, achava que eu não deveria votar pois meu cadastro estava errado e enfatizou que era impossível o sistema ter 2 cadastros meus. Uma coisa eu tinha decidido: Eu ia votar. Eu tinha direito. Eu ia até o final.


Chamaram então um outro senhor, que infelizmente não sei seu nome para poder lhe agradecer pela coerência, assim como pude falar do Seu Edemar. Ele disse que se eu estava dizendo que eu tinha 2 cadastros, a culpa não era minha e eu não deveria ser prejudicada, ainda mais depois de ter estado mais de 2 horas na fila. Mas o "organizador" disse pra ele: "é impossível ela ter 2 cadastros". O senhor, muito gentil comigo também, então disse que a gente fosse até os computadores conferir isto. E fomos. Eu e mais 5... Claro que antes de descermos eu tive que devolver meu voto (pois o envelope estava na minha mão), colocar o papel da chapa de novo em sua caixa e devolver o envelope na mesa. 


Descemos. Eu, o "organizador", Seu Edemar, o senhor que foi legal comigo e nem lembro mais dos demais. Eu estava exausta... O "organizador" então conferiu meus 2 cadastros impossíveis. E disse: É, ela tem 2 cadastros. Mas não sei como..." Bom, não esperem que eu saiba como! Mas sabemos de algo: não era impossível eu ter dois cadastros. Fazia horas que eu dizia isso mas duvidaram de mim insistentemente ao invés de terem resolvido conferir de imediato aquilo que eu alegava. Aí o Senhor Legal perguntou, pra encerrar a questão: "Este cartão que ela está é o que está certo"? O organizador respondeu: "Sim". O Senhor Legal disse: "Então não temos que perder tempo, ela pode votar sim." E lá voltei eu.... Depois de 40 minutos. Somando o tempo da fila são TRÊS HORAS E DEZ MINUTOS.

Subi. Falei pra moça que era fiscal -eu acompanhada dos demais -: "Eu tenho os dois cadastros." Votei. Ela sorriu e me pediu desculpas pelo transtorno. Os demais também se desculparam. Agradeci ao Seu Edemar e ao Senhor Legal. Que droga, nem perguntei o nome dele nessa função!


Acabou a novela e fui pro ônibus. Exausta e P da vida. Pela desorganização, por não legitimarem meus questionamentos, por dizerem que o que eu alegava era impossível, por quererem me impedir de votar frente um erro que não era meu, pelo MTG trabalhar com um sistema que se mostrou falho, por me sentir totalmente desrespeitada frente tudo isso. 


E também pois vai ter gente que ainda vai achar que eu que sou a louca que reclama demais. Façam-me o favor...


E é o que foi... Desorganização sem limite, falta de respeito com todos os tradicionalistas que precisam ficar horas aguardando em filas pra poderem exercer seus direitos. Falta de coesão nos sistemas aplicados, como os cartões com códigos de barras x inexistência de leitores de códigos de barras no MTG.



Bom, depois disso tudo, só me resta dizer. Foi o pior Congresso que fui na minha vida.
E esperam que eu veja tudo com bons olhos... 
Me deem boas visões e eu verei boas coisas, meus olhos só enxergam está na nossa cara. Mas que nem todo mundo quer ver...




P.S.: AGORA VOCÊ PODE REAGIR AOS POSTS ANONIMAMENTE OU COMPATILHAR ELE... VEJA OS TAGS AÍ EMBAIXO ;)

domingo, 9 de janeiro de 2011

A minha incontrolável vontade de qualquer coisa...

...Pois minhas coisas fazem sentido. Este post está entre os 2 posts sobre o Congresso Tradicionalista - O pré o pós - de forma estratégica. Assimilando coisas ouvidas por Nova Petrópolis, algumas sobre o blog, algumas sobre outros assuntos, me senti responsável por dar algumas explicações aos que me acompanham. Satisfações? Talvez, mas pra minha consciência, principalmente, não pra os que enchem a boca pra me dizer qualquer coisa sem embasamento. Gosto de colocar as palavras no lugar certo, na forma certa. Pelo menos no meu conceito de certo. Pode não ser o seu, e isso acontece! Sobre o blog... Ouvi elogios e críticas. Os elogios eu adorei e as críticas eu aceito. Também teria as adorado (sério, gosto de bons debates!), mas não recebi nenhuma crítica fundamentada. Ok, direito de quem a elabora, direito meu de achá-las fraquinhas. Mas me pareceu que a dúvida cruel de alguns é: ela (eu) não tem mais nada pra fazer do que criticar tudo o que o MTG faz? Resposta: Sim, eu tenho. Várias. E as faço, sempre tentando ser o mais competente possível, felizmente. Mas eu, como militante do tradicionalismo, não consigo ver essas coisas que eu critico e ficar quietinha, mofando no meu canto esperando que alguma rica alma um dia se erga das sombras e salve nossas almas inquietas. Não... Eu critico e dou minha opinião no desejo de incitar as reflexões, pois eu prezo pela cultura do Estado do Rio Grande do Sul e não me conformo cada vez que eu assisto ela sendo pisoteada por outros interesses ou pela falta de competência. Por isso que eu critico. Faço a minha parte de falar, de pedir, pra os que tiverem vontade (e penso que quem vem até aqui tem), de me ouvir e pensar nisso também, para que, com o tempo e as habilidades necessárias, se consiga ter algum repercussão e possamos assistir melhoras. Esse é o meu desejo. É por esse motivo que eu venho aqui e falo. E é por causa do comodismo, do medo de mudança ou na tentativa de que as coisas passem despercebidas, é que isso tem incomodado alguns. Críticas? Aceito mesmo, obrigada! Mas as fundamentadas, as que tem consistência, as que tem objetivo. As minhas tem o objetivo que acabei de dizer no outro parágrafo: tentar fazer com que minhas palavras toquem os que concordam comigo, pra juntos termos uma voz mais forte, sermos ouvidos e vermos as melhoras que nosso Movimento não apenas precisa, mas merece. Ah, sobre o que eu ouvi... Durante uma das plenárias, um senhor que conheço de vista, lá dos meus lados da Fronteira, falando em algum assunto (que evidentemente nada tinha a ver comigo, hehe), disse que "não basta falar mal, é preciso fazer algo". Refleti sobre isso e pensei se alguns "críticos" tem essa concepção ao meu respeito. Ah, meus caros, se esta é a dúvida, eu lhes digo: Sim, eu faço algo. Faço todo o ano. Luto pela minha entidade com meu sangue e meu suor, no sonho constante de ver a cultura e história deste Estado sendo prezada da forma como ela merece. Luto todos os dias da minha vida em nome do tradicionalismo gaúcho pois eu acredito que a cultura, elemento característico de todas as sociedades humanas, é imbuída de preceitos capazes de transformar as mais distintas mazelas sociais. Eu faço, no espaço onde sou capaz de agir, a minha parte de expor os erros que muitos veem e preferem não se queixar. Faço minha luta todo o santo dia, pois eu tenho valores e nunca me canso de tentar validá-los em qualquer situação. Crítica pela crítica? Não. É que alguns ouvidos (ou olhos) são sensíveis demais para aceitar os próprios erros, para assumir as próprias fraquezas. Eu assumo as minhas e me dói também, nenhum ser humano quer ter suas falhas apontadas. Evito sim quando posso, mas assumo. E não, isso não me faz nem melhor nem pior que ninguém, é apenas uma questão de princípios e estes são os meus. Cheguei a ouvir neste final de semana que eu não possuia uma "faixa estadual" pois eu não a merecia por não ser alguém humilde. Primeiramente, o merecimento é das 3 prendas que as ostentam neste ano e elas merecem respeito. Segundo, se dar a minha opinião, de forma sincera e eloquente, é falta de humildade, bom, então eu agradeço a consideração. Prefiro um que outro me tachando de "não-humilde", mas que tem capacidade de explicitar o que pensa, do que entrar pra alguma "galeria das humildes" que nada pensam, nada falam, nada discutem, nada incomoda. Esta não seria eu. E eis o que respondi ao jovem que me proferiu esta frase: eu descobri que não precisava de uma faixa pra ter sido acolhida pela minha entidade e pela minha região como a prenda deles. Isso é inexplicável! Na troca de faixas do DTG, fizeram uma quebra do protocolo que eu mesma havia escrito, para ser presenteada com um texto inesquecível (feito pelo Juliano Santos) e com uma bandeira do Rio Grande do Sul assinada por todos eles. Único, perfeito, fabuloso. Meus irmãos Guaranys são incríveis e, assim como eu falei de mim mesma antes, são alguns anônimos como eu que lutam todos os dias pelo bem da cultura Rio-Grandense. Reenfatizando a questão da humildade e do merecimento, basta reler meu post com o texto da minha despedida da região (aqui http://tainavalenzuela.blogspot.com/2010/10/despedida-regional-2010.html ). Repito este trecho: "Descobri que há uma glória sublime em ser aplaudida quando se perde. Essa glória se chama respeito, afeto e consideração." De todas as falhas que eu tive e tenho, eu recebi o respeito, eu recebi o afeto e eu recebi a consideração. E agora, com toda a falta de humildade do mundo, eu digo: obrigada, mas é mérito sim ser aplaudido quando se perde. Mas é um mérito de poucos. E vale lembrar isto também: E sobre minha luta, minha crítica, meu barulho, me valho dos versos de Milton Nascimento: "Mas é preciso ter força É preciso ter raça É preciso ter gana sempre" (...) "É preciso ter manha É preciso ter graça É preciso ter sonho sempre"
Eu hei de ter.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pré-Congresso Tradicionalista

Sim, eu falo. Porém, eu assino meu nome embaixo. Digo isto pois quero deixar beeeeem claro que este blog se chama tainavalenzuela pois ele expressa as MINHAS OPINIÕES PARTICULARES. Se eu quisesse expor minha entidade ele se chamaria dtgnoelguarany, o que não é o caso. E se eu não quisesse que as pessoas soubessem o que eu penso ou se me importasse por "fazer barulho", eu usaria um pseudônimo. Mas vivemos num país livre e nossa Presidenta defende toda e qualquer forma de liberdade de expressão. Recado dado, quero expor minhas reflexões sobre o próximo Congresso e os Congressos Tradicionalistas no geral. Para a tragédia pessoal de alguns, esse ano sou delegada no Congresso de novo. Mas quem vota nele não é a Tainá somente, é a representante de uma entidade, e eu, como tal representante, destino meu voto da forma como minha entidade prefere. Sou sua agente. Aliás, que bom se todo delegado tiver essa consciência. Não, não vou falar aqui das minhas preferências sobre chapa A ou B (quem veio aqui procurar por isso, lamento, não irá encontrar. Dê meia volta ou vá até o final se não tiver nada melhor para fazer), venho apenas divulgar meus sonhos dourados para nosso prezado Movimento Tradicionalista Gaúcho. São as MINHAS OPINIÕES, não enfiem tudo num saco. Se minha entidade aprova ou desaprova, pergunte à eles. Aliás, eu sou a favor que cada um deles pudesse votar. E de todas as entidades. Acredito mesmo que todo tradicionalista com cartão de entidade em dia com seus compromissos e maior de 16 anos deve ter direito a voto sim. Pq não? Medo da voz do povo? (Sempre digo: nunca queiram calar o povo... tsc tsc.) Este é, pelo menos na teoria, um país democrático onde todos são cidadãos. No MTG, podem exercer a cidadania do voto 2 ou 3 pessoas por entidade. É como se nas eleições pra Presidente cada cidade enviasse um representante, ou 2 ou 3. Maaara! Se todos tivessem direito ao voto, as preocupações das chapas (não só as de agora, as de todos os anos passados e futuros) seriam bem diferentes. Se todos pudessem votar, já ajudaria a combater esse sistema protecionista que eu acho tão feio. Prefiro aqueles que tem capacidade e metem o peito do que os que se protegem dentro de seu próprio poder (nossa, isso me lembra boas passagens históricas... Desde o poder Moderador do Pedrão até os AI´s... Mas são só recordações, nenhuma relação, claro). Ah, ouvi falar que este blog tem incomodado uns que outros. Eu digo: que bom. Sinal que tenho sido ouvida! Fico feliz, é o que posso fazer em meu nome e em nome de tantos que, felizmente, me abordam pra dizer: É isso aí! Mas vamos sobre o Congresso de Nova Petrópolis e meus sonhos dourados imediatos... 1 - Não ver prendas apenas desfilando maletinhas e pensando em pose de foto. Pq os últimos congressos, minha nossa... E não são só as "enfaixadas" não. Teve taaanto desfile que nem sei se algumas lembram dos ocorridos. Estarei lá, prendinha tb, com a minha maletinha tb, fazendo uma foto que outra tb, mas refletindo sobre o futuro do nosso Movimento. Vamos lá, gurias... 2 - Não ouvir "isso é preocupação do governo". Nossa, quando lembro que ouvi isso no Congresso de Canguçu (não me lembro da boca de quem) enquanto se debatia o tema anual, eu fiquei muito frustrada pensando... O que diz na Carta de Princípios mesmo? Sim, aquela parte do "Auxiliar o Estado..." Aaaah tá... 3 - Organização. Em Lagoa Vermelha o credenciamento foi uma luta... Não confirmavam o pagamento da nossa anuidade - que estava paga-, nos deram pasta errada, tinha que dar uma desfiladinha pra computarem os votos na plenária... Pequenos exemplos, claro. Apenas gosto de coisas organizadas. Mas não é mérito do Congresso, sou assim com meu quarto também. 4 - Ausência da politicagem barata. Vamos lá, consistência, propostas. Sem beijos e abraços vazios com um sorriso de apelo de "aprove isso, rejeite aquilo, vote no fulano". Ah, e que ninguém se diga "apolítico", pois lá estão todos envolvidos na política. Isso non ecziste (é assim que escreve?). Odeio falta de posicionamento. Pq eu digo o meu voto? Pq não é meu, sou só representante da minha cara entidade, e ela sabe muito bem o que quer para o bem do Tradicionalismo. 5 - Futuro do MTG: Ganhe quem ganhar, meus sonhos são quase simplórios: Regulamentos mais objetivos; Clareza nas avaliações de TODOS os eventos competitivos; Igualdade de condições às TODAS modalidades dos eventos competitivos; Consideração (que é mais que apoio) à TODAS entidades; Respeito à TODOS os filiados, independente da idade que tiverem e das atividades em que se envolverem. Sim, isso inclui o envio de planilhas e eu nunca vou me esquecer disso. Muitos problemas que euparticularmente aponto enfim estariam resolvidos... Mas de imediato é isso. Tecerei novas considerações após o Congresso, na torcida de voltar pra casa cheia de coisas boas pra escrever. Nos vemos em Nova Petrópolis ;)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Revival: O ENART 2010

Seus prós e contras. Sim, teremos prós! Pra não dizerem que eu só falo mal do mundo... Hehe! Este post chega mais de mês atrasado, sim, eu sei... Mas neste pré-congresso, é uma hora boa pra ele acontecer. E também pois as coisas estão mais tranquilas pra mim, agora que estou formada. Hoho! Bom, vamos rememorar...
Os prós do ENART 2010
1 - Ahhnnn... Por onde começo... Hum... Ah, sim: ENART é sempre ENART! Uma linda festa de cultura e de arte. Só o fato de ser promovido anualmente é digno de louvor, de fato. Pode ser melhor promovido, de fato [2]. Mas sim, ENART é ENART! Um espetáculo protagonizado por aqueles que sobem nos palcos e por aqueles que sentam nas arquibancadas! São os grandes agentes desta magia! Parabéns à cada artista e ao público! Juntos fazem com que o ENART tenha sentido! 2 - A transmissão pela internet. Sei que tiveram dificuldades, mas a iniciativa é excelente e tende a melhorar. Parabéns aos que fizeram essa idéia dar certo! 3 - A ampliação da praça de alimentação. Facilitou bastante o aumento do espaço... 4 - As televisões com transmissão ao vivo no parque. Muito bom pra quem não quer perder nada mas precisou esticar as pernas, comer algo e tomar um ar lá fora. Sugestão: Substituir as televisões por telões com áudio, deve sair mais em conta e fica mais fácil de assistir. Não é uma crítica, é uma sugestão! 5 - A Vitória do Juventude e o 2º lugar do Rancho! Pela primeira vez o ENART aclama 2 campeões! Achei merecidíssimo! 6 - O púúbliiico... Fez um baita ENART! Repito, a arquibancada do ENART é mágica! 7 - As inovações dos grupos estão demais! A torcida do Ronda e o contexto com a poesia é sem palavras! As músicas do Juventude são as melhores! O Rancho com 24 pares é o que há! Parabéns pela determinação e criatividade! Obs.: Digo essas inovações, as inteligentes e culturais...
Os contras do ENART 2010
1 - Tá, por onde começo de novo? Ja sei, pelo começo de todo o concorrente de 2010: O CREDENCIAMENTO! É como eu digo... "idéiadegirico.com". Filas gigantes, demora, confusão... E o sistema não funcionou como devia. Nem preciso falar muito do credenciamento, a novela foi coletiva, estilo novela mexicana. Ninguém merece... 2 - O palco da gaita / solista masculino / conjunto instrumental. Santa confusão... Ninguém sabia explicar o que que era onde, povo perdido, etc etc... 3 - O entrevero. Tá, um bom ENART tem que ter entrevero, claro. Mas precisa ser dezenovemilquinhentasedoze barraquinhas vendendo entrevero? Acho que a concessão daquele espaço da praça de alimentação poderia ser melhor avaliado... Melhor distribuído, enfim... 4 - Sobre a Força B (meu calo, meu palco):
Iniciamos com a arquibancada. Diminuta... Tinha gente em pé em todos os horários. Segundo... Conheço de vista a prenda avaliadora de indumentária, mas não a conheço pessoalmente nem quero julgar suas qualidades ou defeitos. Apenas acho que ela não exerceu a função que lhe fora destinada com competência. Explico... Nosso instrutor usara a mesma pilcha em seus grupos... No nosso teve desconto, em outros não. Não descontou do nosso gaiteiro (também com a mesma pilcha tooodo o sábado) a indumentária que usava, e descontou em outros grupos. Na inter, avaliada pela mesma, o instrutor teve o mesmo desconto... Ainda, na descrição da pilcha das prendas, diz: Anel, brincos e camaféu de pedras. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que nós não usamos camaféu. De nenhum tipo. Falta de atenção... O que é um requisito mínimo em sua função. Olha, depois que eu trabalhei no JuvENART e vi a Ilva avaliando indumentária, com toda a competência e atenção, o mínimo que eu espero é o mesmo dos que me avaliarem. Direito meu.
A ausência de blocos... Pq não usarmos o mesmo método para as danças? Pq não classificar 20, e apenas 15, se são mais concorrentes? Pois é, eu também não sei pq. O globinho do sorteio... Parece bobagem, mas eu e o Chico (posteiro do grupo) ficamos mais do dobro do tempo normal do sorteio pra conseguirmos nossas 3 danças. As bolinhas caíam de 2 em 2 quando não caíam todas... Até as moças que faziam o sorteio reclamaram. Parece bobagem, mas são segundos preciosos que um grupo perde antes de entrar pra dançar, e enquanto o sorteio acontece, a tensão só aumenta... O dvd... Não tem dvd da Força B de sábado. Só os de domingo... Mas sim, somos todos iguais.
5 - A apresentadora do resultado. Nunca, nunca, nuuunca tentem calar a boca do povo... Respeito à liberdade de opinião, isso sim. 6 - Com o devido respeito à figura máxima do MTG, o Presidente, mas o discurso do Seu Gress teve uma gafe histórica... Sim, a parte sobre "é só olhar pro lado que todos tomam mate e ninguém quer saber de cerveja", ou algo do tipo. Não parecíamos estar no mesmo evento... 7 - A cerveja. Porra, Kaizer é foda... Mesmo com a propaganda do Mano Menezes... 8 - Ausência de historiadores. No mínimo, tinha que ter um historiador para constar nas notas de entrada e saída, ou ainda, que avaliasse seu contexto. Teve coisa gritante de absurda por lá... E este conhecimento que acaba sendo absorvido é equivocado. Ou ainda, os grupos que tralharem com contexto histórico, mandem suas pesquisas antes, enfim, algo do tipo. Ah, quando eu falo historiador, eu falo dos de verdade, falo da minha profissão que sei que honro dignamente. Pq tem muita gente por ae que pega meia dúzia de livro, repete a mesma meia dúzia de autores e acha que é historiador. Vocês confiariam sua saúde à um médico que apenas leu uns livros? Dá na mesma... Respeito ao profissional de história, por favor. 9 - O atraso das finalistas individuais... Pelo menos aconteceu no palco de solista feminino no domingo. As primeiras a cantar se esconderam pra não serem chamadas... A menos os finalistas que tem compromisso em outros palcos, a finalíssima é uma chamada e pronto. Pq que ninguém se atrasa pra dançar? Isso é consideração ao concurso, às famílias e aos demais concorrentes. Isso deveria ser exigido... 10 - A declamação. Ah, sério que ninguém percebeu que a declamação DEMORA MAIS que os outros concursos? Gente... Ou começa sexta ou separa masculino e feminino... Sim, isso geraria um transtorno por causa do palco, então, começar na 6ª é a solução... 11 - Planilhas dos individuais. Nas danças, cada jurado avalia um item, confere? Pq não é assim nos individuais...? Deveria ter uma planilha pra cada item, com as descrições dos descontos, e mais de um avaliador por item. As danças chamam mais público, envolvem mais gente, mas não dão menos polêmica do que os individuais... Acho que as modalidades TODAS merecem ter a mesma consideração! Aí acaba com alguns descontos que ninguém entende... Quem nunca passou passou por aquela situação de: "jurado tal me deu 10 no mesmo item que o outro me deu 6,3"... Acabariam os descontos a la loca, aqueles de cabeça de jurado... Essas alturas, devo ter esquecido várias coisas... Mas enfim, é o que temos!
E mesmo com mais contras do que prós, eu acredito muito no ENART, na força de seus artistas e na força dos que o assitem. Ele há de ser melhor pensado ainda... Encerro com aquela que se tornou, pra mim, claro, a imagem mais sincera do ENART... Um pequeno instante, um breve momento que retrata a paixão, a luta e amor daqueles que passam anos lado-a-lado, se tornando irmãos, se unindo pra lutar por ideais iguais, e se doam à arte sem medidas...
Um beijo pra todos e um abraço assim, sincero...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

De volta a ativa!!

Agora sim... Monografia entregue, defendida e aprovada! O que me permite alguns minutos pra me distrair por aqui... Não, não esqueci dos assuntos que andaram por aí desde novembro, quando foi o último post. Sim, isso inclui o ENART. Ainda não falei dele, mas eu vou, hehehe!!! Até é bom, pra rememorarmos grandes momentos antes do Congresso! Em seguida eu volto, é só a inspiração chegar!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Por dançar apenas.

As pernas têm ficado um pouco mais doloridas. Os joelhos parecem me perguntar até onde quero exigir deles. Eu não os respondo, apenas imploro que me acompanhem. Pois são apenas pequenos detalhes, pequenas dores frente o tamanho do desejo que toma uma forma inexplicável cada vez que posso dançar. E eu quero muito dançar, mais e mais. Eu descobri a dança com 4 anos. Era ballet. Não cheguei usar as sapatilhas de ponta de gesso (meu sonho de consumo eterno, se for cor-de-rosa), mas fui bailarina. Fiz ballet dos 4 aos 7 anos. Aprendi as posições do ballet clássico, como fazer mão de bailarina. E que pra dançar na frente tinha que se dedicar muito. E estar disposta. Nossa, como eu queria ser daquelas gurias que dançavam na frente! Já com 5 anos eu dancei jazz e todos os ritmos possíveis, até os 16. Parei o ballet aos 8, quando mudamos de Porto pra Rosário, onde não tinha ballet e nem sapatilhas de ponta. Mas o jazz era bom demais pra ter dado falta do ballet. Viajamos o mundo nos estilos de dança, e o Brasil também. Dancei axé, forró, rock, street dance, danças de salão, estilo anos 60, dança espanhola com castanholas e claro que não vou lembrar de tudo mais que eu fiz. As fantasias eram tudo, o cabelo tinha que estar impecável e o batom era vermelho. Sonho de qualquer menina. Pelos 10 ou 11, eu comecei a dizer pros meus pais que eu queria era dançar naqueles "grupos de CTG", que era legal. E eu fui. Com 12. E não parei mais. Aquela saia armada, aquele vestido comprido, era digno de qualquer princesa. Se eu me sentia uma princesa? Não sei bem, mas no vestido, sim, eu me sentia. Quando saí da categoria juvenil pra adulta (com 14 anos) foi quando meu grupo acabou no antigo CTG. Troquei também de entidade, o que movia era dançar. Ao mudar de entidade, o que veio me mover foi mais que a dança, foi a cultura. Mas o Raízes, meu foi berço de verdade enquanto prenda, tinha um grupo adulto de 12 pares feitos, e muito entrosados. Eu era a 13ª prenda, sem peão, sem espaço na sala. Dancei do lado de fora do salão por 1 ano. Em todos os ensaios, em todas as danças. Eu disse que eu não ia parar. E disse que não ia pedir pra dançar. Eu tinha que merecer. E não parei. E não pedi. E dancei. Um ano depois, num rodeio em Dom Pedrito, eu dancei. Só e somente só o Chote Inglês. Dei o meu melhor naquele Chote Inglês. Depois dele, fiz parte das entradas, das saídas e das 3 danças. E eu sei porquê: Eu mereci, eu sei que sim. Como nesse Balaio ali do lado. O sorriso era meio desconcertado, de fato, mas era o sorriso de quem queria oferecer seu melhor sorriso. Mas nunca foi o suficiente. Ser "titular" daquele grupo não era o meu limite. Eu queria dançar... Para estar dançando, era preciso dar o meu máximo. Para estar dançando, é preciso dar o meu máximo. E eu sempre acho que ele não é suficiente pois eu quero dançar. Mais, e mais... Nessa idéia, a gente até inventa umas modas estranhas, e faz coisas estranhas. Tentamos um grupo independente lá em Rosário, que se na idéia inicial desejava unir as entidades, acabou dividindo. Sério: Não era essa a intenção. O grupo foi dos mais divertidos. O nome era o mais atravessado: Independência Gaúcha. Mas grandes lições vêm de lá, do tipo... Não confie em qualquer maluco que acha que pode ser instrutor de danças. Porque dançar e ensinar a dançar é uma coisa séria e requer sim, muito profissionalismo. Muito estudo. Muita capacidade. Mas a gente se divertia dançando. E éramos grandes companheiros. Por essas e outras que alguns caminhos, mesmo meio tortos, valem a pena. Agora, uns 14 anos depois daquela decisão, essa magia da dança toma forma ao meu redor com o nome de ENART, que tem a minha idade. Um sonho que eu sonhei faz tempo, lá no meu Adaga Velha, quando 0,001 nos deixou de 1º suplente da interregional (quando era uma força só). O desconto foi na desarmonia do pau-de-fitas. Um gosto amargo que nada há de adoçar.
Doce é lembrar do tempo que vivemos por lá, passando a ponte que me enche de medo, caminhando até em casa após os ensaios, tão tardes. E rindo muito. E crescendo juntos. Afinal... Demos nosso melhor. Felizmente, os sonhos se transformam e ganham cores novas. Talvez as cores em si não sejam novas, pois o lenço amarelo ainda me enche de orgulho, nas minhas 2 casas. Rumo à final do ENART, outra vez. É a 2ª. E cada vez que penso nisso, quero me doar mais e mais, e esqueço aquelas dores tão banais buscando me superar em cada sarandeio, em cada passo que precisa ser executado com uma precisão única, em cada sorriso que deve ser encaixado na forma e na hora certa, sem perder a naturalidade. E a força pra isso tudo é olhar pro lado e sentir a energia que emana daqueles que te acompanham no sonho. Percebi que dançar só faz tanto sentido pelas pessoas que dançam do teu lado, pelo par que te oferece o sorriso, pela prenda que cuida o alinhamento contigo. Sim... Aí está a magia! Compartilhar uma energia invisível que nos move, nos faz unidos e nos deixa fortes! E nos faz irmãos! Hoje, meu sonho é GUARANY! E desse tempo todo, desde o ballet até hoje, eu aprendi que sempre há 2 formas de fazer as coisas: 1 - Fazer por fazer. Sentir a irritação, o cansaço.. E deixar que ele seja maior. O trabalho só é maior. Irritar-se, incomodar-se e desirritar-se, desincomodar-se. Se é que essas palavras existem. Eu nem tenho certeza. 2 - Fazer e deixar o coração aberto. E viver o momento com toda a intensidade que ele merece. E querer mais, e fazer mais. Um trabalho só, com grandes chances de grandes resultados. E pra dançar, precisa AMOR. Tem que deixar que ele te leve. Ele deixa os joelhos mais fortes e faz, das dores, inexistentes. É só dançar. E dançar. E dançar. E AMAR! E sentir o tamanho da magia. O cansaço faz parte, por exemplo, dessa fase pré-final que estamos vivendo. Certo que cansa, mas o mundo é daqueles que levantam e fazem. Gente pra chorar sentada já existe demais... Por isso, vamos, vamos, vamos! Dançar por AMOR. Sentir o corpo mover-se nessa magia que não há palavra que defina. Sermos mais, sermos o maior que pudermos, depois de lutarmos por aquilo que parecíamos não conseguir.
Estando juntos, vai valer a pena. Eu amo vocês. Eu confio em nós! "E nada pára aqueles que são movidos pela paixão..."

Vai valer a pena estar lá!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Explicações nascendo das cinzas

...das cinzas do regulamento. Bom, irei reprisar aqui a excelente explicação oferecida por Lucas Maciel no fórum do Galpão Gaúcho sobre a classificação do Lomba Grande para a final do ENART. Segue abaixo: "Motivo da classificação, é porque o Lomba entre os 6 suplentes (pq teve uma inter que não teve suplente) o de 3° melhor nota, aonde no regulamento, ou coletania como queira chamar, classifica 8 grupos por inter mais os 3 melhores suplentes, isso somente para FORÇA B. Foi por este motivo que o Lomba classificou. Mas claro, não sou nenhum ignorante e sei que isso você sabia pois sei bem que tu es muito informado pelo fórum, sempre tem posts teu por aqui. Em outro artigo na mesma coletania, ela diz que se classificariam 8 por inter, mais as 3 melhores notas dos não classificados, assim entrou a outra invernada. Por um erro na coletania onde num artigo classifica as 3 melhores notas e em outro artigo as 3 melhores notas dos suplentes, passaram 2 com a mesma vaga. Resumindo, no artigo 11 que fala de todas as modalidades, classificam-se as 3 melhores notas dos não classificados, classificando assim a outra invernada, mas no artigo 22 que somente fala da Força B (parágrafo 9°) diz que se classificaria o 3° melhor suplente, no caso o Lomba. Sobre o MTG divulgar seu erro ou não, não sei te dizer, não achei certo pois quem errou foi o MTG em deixar um erro na coletania, aonde 2 invernadas se classificaram por 2 artigos divergentes um do outro no regulamento. Acompanhei o site do MTG todos os dias depois da Inter e fiquei esperando eles divulgarem seu erro, mas como não ocorreu eu imaginei que muitos iriam Difamar a Lomba aqui, ou usar o nome de outras pessoas para dar o motivo da classificação do Lomba, que foi o 3° melhor suplente e se enquadrou no artigo 22 parágrafo 9°. Se ficou alguma duvida, estou aqui para responder, mas antes de perguntar algo, leiam bem a coletania e no momento que alguém tiver alguma duvida nela, vai ver que ela não é totalmente esclarecida e por este mesmo motivo são 44 grupos na Força B e não 40 como na mesma diz. A Sociedade Gaúcha de Lomba Grande nao se classificou de um jeito polemico, se classificou pela suplência. Quem polemizou foram outros comentando neste fórum." Disponível neste link: http://galpaogaucho.forumbrasil.net/enart-forca-b-f16/ordem-forca-b-enart-2010-t554.htm Parabéns então ao pessoal da entidade por se dispor à prestar tamanho esclarecimento, diante das tantas polêmicas que rondaram o RS nestes dias. Lamentável a atuação dos organizadores do evento, que poderiam ter poupado a entidade de tantos desgastes e sequer prestaram esclarecimentos oficiais, fazendo com o que os integrantes do grupo precisassem justificar o regulamento, digo, o confuso regulamento.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

9 grupos 6ª feira

Aee.. Boas novas!!! Na programação agora conta que, na força B, 9 grupos dançaram na 6ª. MARA!! Pq além de todos os transtornos se fossem 44 grupos no sábado, realizem que horas ia acabar a B. E que horas iam divulgar a classificatória? Uou! Bom, ou seja.... DTG NOEL GUARANY - UFSM, 13ª RT - 3º grupo da manhã no sábado!! Conto com a torcida de quem estiver lá e com a energia dos que não estiverem. Obs.: Ninguém entendeu pq são nooove grupos... Não são 8 como os blocos da A ou 10, pra deixar um número redondinho. Mas não vou fazer drama, só achei engraçadinho mesmo... hehehe!!! Mas falando em bloco... Pq não classificamos em blocos? E o Lomba Grande, pq classificou mesmo? Aham, nesses casos eu faço drama MESMO!!!