quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Movimento POPULAR derruba aumento dos salários dos Vereadores, Secretários e Prefeito em ROSÁRIO DO SUL.

 

Orgulho.

É a primeira palavra que me vem em mente quando penso que, hoje pela manhã, o Prefeito Ney Padilha revogou a Lei que aprovara o aumento do salário do Prefeito (que seria maior que o do Governador), dos Vereadores e dos Secretários Municipais.



Um movimento popular e pacífico conquistou isso.



QUE EXEMPLO, ROSÁRIO, QUE EXEMPLO!!!!!




Não sei qual foi o morador da cidade (se alguém souber aí me conte!) fez a "fofoca", como disseram por aqui, de que, em algumas sessões extradiordinárias de finzinho do ano e inicinho desse, os vereadores haviam aprovado um aumento salarial de mais de 40% para, como já disse, vereadores, prefeito e secretários.

Quando a notícia correu, causou aquela indignação.

Mas Rosário, essa "cidadezinha" da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, abraçada pela Serra do Caverá que protege seus 40 mil habitantes, fez mais, bem mais, do que lamentar.

Foto: Lenise Severo
Organizou-se uma manifestação via internet que recebera amplo apoio imediatamente. Mais que isso, o povo fora chamado para ir pra rua hoje, dia 26 de janeiro de 2012, ao meio dia, para protestar, manifestar seu descontentamento com medidas aprovadas em condições de quase sigilo. O povo pedia que o aumento fosse cancelado, que estas verbas fossem destinados para as necessidades da cidade.

O melhor? O POVO CONSEGUIU.

O povo conseguiu, meus caros!!!!

E Rosário do Sul agora vem esfregar na cara do país inteiro que um povo, se tiver coerência e força, pode movimentar a sua situação política sim!

Foto: Raquel Pospichil


O movimento foi pacífico, sem briga, sem maldade, seu sensação de guerra. O povo não queria guerra, nem quer. Quer paz. Paz, saúde, educação, segurança.




Parabéns, Rosarienses, parabéns!






Um tapa de luva ainda nos que dizem que é uma cidade de m****, o c* do mundo... Por que estas frases? As festas não são boas? Os finais de semana são monótonos?
Por favor, isso não é motivo... Nunca ouvi estes reclamões falarem de dificuldades do dia-a-dia... A maioria sai daqui e só reclama...

Esses... Que enchem a boca pra reclamar, que busquem seu espaço e lutem por aquilo que acreditam! Assim como fora feito!

E Rosário, se deixa de ser opção de morada para alguns, devido interesses de vida como eu, interesses que, quando eu saí, a cidade não podia oferecer, é minha terra e eu encho a boca pra dizer em qualquer pago por onde eu pise.

Aqui, há beleza natural da Serra do Caverá, da Praia das Areias Brancas...
Há locais históricos, fora ponto estratégico do século XIX com a Cisplatina e no XX com a produção frigorífica.
Tem Nossa Senhora de Fátima, tem construções grandiosas como a ponte Marechal José de Abreu...
É a terra da Gauderiada, da FenaCitrus...

É a terra de um povo incomparável!
É a terra que eu tenho orgulho de ser filha!!

PARABÉNS, ROSARIENSES!!!!!

Coerência, conquista, força e... Bom humor!! Eita!!!

Fotos e Montagem: Lenise Severo

Fotos e Montagem: Lenise Severo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

VOX POPULI - Resultado da enquete:

Qual sua expectativa frente à obra "Manual do Tradicionalismo", da autoria de Manoelito Carlos Savaris, que fora lançada no Congresso de Pelotas e aprovada para ser adotada pelo MTG?"

  

  • Deve ser uma obra excelente, assim como as demais obras do autor: 1 voto

  • Deve ser uma obra péssima, assim como as demais obras do autor: 4 votos

  • Vem realmente preencher uma lacuna que havia nas publicações no nosso Movimento: 2 votos
  • É uma lacuna que vai continuar existindo, mesmo com esta obra: 8 votos
  • O autor tem competência para abordar todos os temas que propõe: 2 votos
  • Como pode um autor acreditar que domina com propriedade taantas áreas de conhecimento?: 16 votos
  • O autor, desde já, está de parabéns por nos brindar com mais esta obra: 2 votos
 
  • Deve ser mais um livro "Ctrl C + Ctrl V" de outro monte de livro: 16 votos

  • Discordo da opinião da Tainá dita no Congresso: 3 votos

  • Concordo com a opinião dada pela Tainá dita no Congresso: 18 votos


 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

GAUDERIADA DA CANÇÃO GAÚCHA - 30 AN0S

Tanto sou apaixonada pelo nativismo e pelas coisas do nosso Sul que trabalhei com o tema na minha monografia e os festivais são meu trabalho de mestrado.

E a Gauderiada que, até onde me consta é o único dos festivais nascidos antes da década de 1990 que continua ininterrupto, tinha tudo para ter grandes momentos especiais na comemoração dos seus 30 anos.

Me ofereci, com todo o coração, pra trabalhar no resgate histórico do festival e fazer um material em vídeo para ser rodado no telão em algum intervalo de show ou na abertura do evento. Cheguei em Rosário, minha terra, apenas na 2ª feira. Consegui contato na 3ª com uma das pessoas que mais trabalha pra que este festival aconteça ano pós ano, que me disse que não haveria nada específico para os 30 anos. Esta tão importante pessoa me disse que eu poderia sim fazer este trabalho, que comecei a movimentar na 3ª feira mesmo. Rodei parte da cidade contatando pessoas, conseguimos o apoio da Master Telões que fez a filmagem sem custo algum (a filmagem que pude agendar apenas na 5ª feira), consegui fotos com o pessoal dos jornais daqui, que me cederam fotos sem me cobrar pela autoria delas e me dando todo o apoio.

Filmamos o pessoal então, 5ª de tarde. Contatei o Presidente da Associação (que eu não havia localizado antes) na 5ª, falei do trabalho e ele disse que tudo bem.

Consegui contatar várias pessoas para a entrevista, algumas não foram, não puderam ou não quiseram.

É sim um trabalho que poderia ter muito mais gente envolvida, mas o tempo era pouco e me restou, felizmente, ficar com aqueles que eram providos de boa vontade e entender os que realmente não puderam participar.

O pessoal da Master trabalhou nos arquivos de vídeo até quase meia noite de 5ª, me trouxeram aqui no Vô e trabalhei na edição deles toda a noite, até quase 6h. Passei os outros dias estudando o que deu tempo de estudar pra trabalhar nos textos do áudio. Juntei as fotos na Folha e na Gazeta na 6ª de manhã. Fui organizando o material no restante da manhã e no início da tarde...

Eu, o Guazina e o Kovalski gravamos o áudio na Marajá 16h, terminamos perto de 17h, peguei os arquivos e terminei o material antes do festival começar. São pouco menos de 25 minutos de vídeo...

Na 1ª noite, a Gauderiada Mirim começou depois de 22h. Não havia NADA passando no telão.
O Festival começou depois da meia noite, e o intervalo do festival para o show do Tchê Birosca Sertanejo Universitário Garotos foi de 39 minutos. Passaram os patrocinadores e, depois, o telão ficou sem nada rodando, apenas com a imagem do logo dos 30 anos.

Disseram que o vídeo ficaria para sábado. Aguardei...

Não rodou de novo. Fui me informar o que havia acontecido. No som, o rapaz informou que tinham avisado ele que o vídeo fora proibido de rodar. Procurei o pessoal... Alguns indignados com a proibição, outros tentando se esquivar de suas responsabilidades justamente com a proibição. O problema? VAIDADE, POLITICAGEM BARATA. Uns ficaram enciumados com as pessoas que ou estavam no vídeo ou que estavam sendo citadas.

De qualquer forma, avisaram: "domingo, vai passar..." (Intervalo para o show de César e Rogério: 30 inertes minutos).

Domingo, pelo que entendi, a polêmica foi grande quanto ao vídeo (quando eu faço algo sem querer polemizar, polemizam por mim.. Por favor...). Cheguei no parque e fui informada que ele não iria ser rodado. As desculpas encaminhadas foram várias (e sei que as "desculpas" não foram inventadas pela pessoa que veio me informar delas, pessoa que aliás admiro muito e tenho uma consideração gigantesca...): "O video ficou muito longo"; "o público vai cansar de assitir"; coisas assim.

Já tinha avisado do tempo pra outra pessoa, dessas que colocam o festival de pé, e por ele também não tinha problema. Sem contar que o telão ficou sem nada por um bom tempo....

Mas o problema foi ciúmes, ostentação... A valorização de pessoas filmadas ou pessoas citadas no vídeo que incomodou alguns dos atuais membros da Associação.
Será que entendiam por correto que não importa quem fez algo, importa dizer os nomes certos?

Não não... Tinha muito mais gente que eu queria ali e que não tive tempo de chamar, infelizmente. E então a aceitação seria muito pior... Mas fiz minha parte. Não vou ferir minha profissão pra inventar uma história que sirva pra agradar uns e outros.



Mas doeu... Doeu em mim, em minha mãe, em meu namorado, em meus amigos... 
Doeu a falta de consideração com algo que eles sabem que foi feito de todo o coração. 
Doeu ver que colocam em primeiro plano a preservação do ego ao invés da preservação da história. 
Doeu ver que o sentimento de vaidade foi maior que o sentimento de nativismo. 
Doeu perceber que valia mais a pena sustentar a ostentação do que sustentar o respeito.


E sei, sei que o problema não era comigo, nem de longe. 
Mas foi, de qualquer forma, com o que eu fiz. O meu trabalho foi desconsiderado e lhes digo, não tinha pretensão nenhuma. Nem é meu perfil. 
Eu gosto do que eu faço, entendem a sinceridade disso?
Eu amo a cultura do meu Estado, entendem a força disso?


E eu chorei, ah, como sempre... Cruzei meio parque chorando, sem querer demonstrar minha frustração, mas sem sentir nenhuma obrigação de escondê-la.


Sigo apaixonada pela Gauderiada, pela minha Rosário que em muito soube do trabalho feito e muito se indignou com o "vídeo proibido". Quem assistir, vai ver... Não tem nada demais. Quem ver, vai ficar procurando "o que que tem demais ali" pra este furdunço todo... E não vai achar.


Uma pena, acho que o público não ia ter se importado de esperar pelos shows e intervalos assistindo, pelo menos algumas partes, do dvd que eu havia montado.

Me resta agradecer o apoio de cada um e me desculpar com estes mesmos, que tanto mobilizei pra que me ajudassem.

Mesmo assim, a Gauderiada valeu a pena como sempre. 
Linda e excelente estrutura, bom shows (com exceção do Tchê Coisa na 6ª feira, que, se fosse em outro evento, até que tudo bem, mas aquilo lá e Gauderiada não tem fundamento nenhum...), boas músicas (não todas... Normal. Lamentei pelas que não passaram pra domingo).

As músicas Mais Popular, 3ª lugar e 2ª lugar foram muito bem escolhidas! Joel de Freitas Paulo finalmente teve sua linda obra reconhecida com a conquista do 2º lugar que tinha tudo pra ser PRIMEIRO!


Mas as pessoas passam, meus caros.
O que não passa é o que elas fizeram.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Congresso de Pelotas.

Buenas povo!

Vim tecer meus comentários sobre o Congresso de Pelotas!

Por partes, ok?

CREDENCIAMENTO: Deixou falhas de novo... Infelizmente. Hoje, como integrante da Coordenadoria da 13ª, posso dizer que faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que o 60º aqui não tenha tais problemas! Sabemos que algumas coisas não competem à cidade/região que recebe o evento, mas daremos o nosso melhor!!
Quanto ao credenciamento, as filas foram longas e lentas... Não tinha como saber em qual fila se deveria estar (as orientações estavam na frente das mesas dos computadores, com um formigueiro de gente e não dava pra enxergar). Houve desencontro de informações também... Pediram aos Congressitas que saíssem das filas lá de fora pois elas eram só para Delegados Eleitores. A gurizada mudou de fila e foi pra que havia sido indicada pela senhora. Nem 5 minutos depois, um senhor chegou na fila e disse "O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI? A FILA DE VOCÊS É LÁ FORA". O pessoal explicou que tinha sido direcionado pra lá, ele disse que não, não e não. Lá voltam os peões e as prendas da fila pra fora...

LOCALIZAÇÃO: Só encontramos o local do evento pois o Patrão tinha um GPS (sério mesmo). A cidade não fora sinalizada pra orientar quem chegava de fora e conhecia pouco da região.

LOCAL: Muito bom o pavilhão! Todo mundo pode se acomodar bem, os banheiros eram amplos e estavam sendo limpos constantemente.

PLENÁRIAS e TEMPO: Achei o tempo mal distribuído. Todas as plenárias poderiam ter acontecido no sábado (levando-se em conta que ir na 6ª feira aumenta muito os custos, com hotel, alimentação...). Sábado de manhã atrasou o início e ainda assim sobrou tempo. E de tarde as coisas começaram a atrasar. Acho que, se há interesse em termos palestras, poderia ser apenas uma. Acho que são muuito válidas, mas fica bem cansativo... Podemos começar a pensar em outro momento para isso, assim como para a formatura do CFor, para as homenagens e etc. Repito: São todas válidas, mas o objetivo principal do Congresso não são as plenárias? Então deveríamos priorizar elas.

UM PESO, DUAS MEDIDAS: Não acho correto que um proponente seja o relator de sua própria proposição, seja o proponente quem for. Não acho correto que um relator tenha tempo livre para explanar sua proposição como relator enquanto todos os outros tem tempo máximo. Não acho correto que exista um peso para as pessoas "comuns" e outra medida para as pessoas... Ahn, "especiais"?

ELEIÇÃO DO DEPARTAMENTO JOVEM CENTRAL: Que dor esta eleição. Até minutos antes da votação, havia uma única chapa: Luna Conrad e Bernardo Varone (que não pode estar presente pois estava cumprindo com seus compromissos como músico do CTG Sentinela da Querência). Era a única chapa e, convenhamos, excelente chapa. Todos sabem da vivência tradicionalista dos dois e de seu histórico limpo, sem manchas, que passo-a-passo foi sendo construído com inteligência e humildade, e amadurecendo ao longo dos anos. De "surpresa", chegou uma chapa nova, no último momento... Esta que já tinha articulado seus votos. Como sabemos que já tinha feito isso? Pois várias pessoas foram para a eleição prontas para votar na outra chapa. E SE ela se apresentou apenas na hora da eleição, como que teve gente que foi sabendo que iria votar neles? Pois é... Foi lamentável. A Luna disse que não iria fazer campanha, que não era o perfil dela. Que os votos que ela recebesse fossem daqueles que conhecem o trabalho dela e sabem o que pode oferecer (muito, diga-se). Mas a votação já estava pronta e, lamentavelmente, a Luna e Bernardo (representado pela Manuela Carvalho lá) perderam esta votação. Desculpem, mas eu achei isso feio e desleal. Muito DESLEAL.

OBRA "MANUAL DO TRADICIONALISMO": Acho que este é o nome da obra. Autor: Manoelito Savaris. Proposição: Que o MTG adotasse a obra que, segundo ele, vem suprir uma lacuna que vem sido deixada nos estudos, por ser uma obra que compila todos os estudos sobre nosso Movimento com uma linguagem simples e não academicista. O autor assina uma obra que fala sobre GEOGRAFIA, HISTÓRIA, INDUMENTÁRIA, FOLCLORE, TRADICIONALISMO e não lembro se tem outros itens. Um autor só parece dominar muito de todos os assuntos e sugeria que o Movimento desde já aprovasse sua obra e a adotasse. Ah, me desculpem, mas impossível ser a favor disto. E me manifestei publicamente lá (e aqui) com meus motivos pra ser contra:

1º - A obra estava sendo lançada lá no Congresso. Como nós podemos dizer que aceitamos que ela seja uma obra adotada pelo MTG se nós, tradicionalistas, ainda nem lemos esta obra? Ela deveria ser lançada e ser sugerida para adoção quem sabe no próximo ano, para que todos pudessem analisá-la e opinarem se concordam ou não com sua adoção.
2º - Por que não aproveitamos e pensamos em um evento que faça uma mesa redonda, com apresentação de trabalhos que possam ser compilados e lançarmos então uma obra feita por todos para esta sim ser utilizada como fonte do Movimento? Pois o Movimento dispõe de muitos integrantes que são historiadores, geógrafos, folcloristas, estudiosos (enfim) que poderiam colaborar muito na elaboração de uma obra deste nível. E obras feitas por pesquisadores podem ser editadas em uma linguagem acessível (pois o Senhor Savaris defendeu sua obra dizendo que tinha uma linguagem clara, enquanto algumas obras eram mto difíceis de ler para os leigos..).
Por último, e nem por isso menos importante, disse que eu não concordo que todo o nosso entendimento em história, geografia, folclore e indumentária possam ficar resumidos nas idéias de uma pessoa só.

O autor voltou ao microfone e disse que aqueles que criticam seus escritos deveriam escrever algo melhor e brindar aos tradicionalistas com a obra.
Eu venho então, publicamente, agradecer pela sugestão e contar que ela me foi muito bem aceita!
Já teci alguns contatos e estarei trabalhando nisso neste e no próximo ano! Na minha área, claro! Minha humildade me permite saber sobre o que tenho condições de falar sobre e aquilo que não compete à alguém com minha formação. Mas, de qualquer forma, muito obrigada!

Ah, votem na enquete ao lado sobre a opinião de vocês quanto sua expectativa com a obra lançada (não vale ler antes, esta é a idéia...). Pode marcar mais de uma opção, ok?

TEMA ANUAL: Foi um bom debate. Acho que a proposição vencedora era a que melhor se encaixava para o Movimento em sua situação atual. Como disse o proponente, Hélio Ferreira, o Movimento está definhando mesmo. As bases estão enfraquecidas, sem dinheiro e sem estrutura... Abraçar a família tradicionalista, é abraçar as entidades que precisam de apoio para se fortalecer! Isso sim é união... Isso sim acaba com rixas... É um longo e árduo caminho que precisamos percorrer!!! Quanto ao tema da inclusão, ele é válido também, mas as entidades não tem estrutura para abrigar um tema tão relevante. É necessário fortalecer a base, a entidade, para que ela possa realizar um trabalho real de inclusão social. Aliás, cito uma frase genial dita pelo Toni Pereira no Congresso durante o debate: "Conheço muitos alunos inseridos em escolas. Incluídos muito poucos...". Genial, gente!! Isso é verdade!! E não podemos cometer o erro de que isso venha acontecer no meio tradicionalista! Fortalecer as bases! Esse tem que ser nosso foco para podermos dar passos maiores. Parabéns ao Hélio e à Marília que fizeram frente à esta idéia!

TEMA DOS FESTEJOS FARROUPILHAS: "Nossas Riquezas" é um tema que pode ser bem explorado sim... Mas IMAGINÁRIO SOCIAL, na minha opinião, era o ouro! Nosso imaginário social é uma das nossas grandes riquezas!! Era uma forma de deixar o conhecimento histórico menos estático e mais maleável, compreendendendo as relações da sociedade, a importância das PESSOAS nos trâmites históricos... Bom, mas vamos às nossas riquezas então...


TEMA QUINQUENAL: "MTG na campanha do combate à corrupção". Exceleeente! Temos que fazer vingar!!!!


ENCONTRO DE BLOGUEIROS E TWITTEIROS: Muito boa a idéia, liderada pelo Rogério Bastos, mas perdi de acompanhar... Não sabia o horário nem o local =/

ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA: Parabéns pela aprovação conquistada que traz de volta o voto do Peão e da Prenda Estadual, em nome da Gestão, para a Convenção! Uma conquista mais que merecida!! Parabéns em especial à Joelma e à Muriel, que defenderam esta bandeira com muita inteligência, coerência e capacidade!!!

É isso, pessoal! E nunca esqueçam... O objetivo das críticas é serem sempre construtivas....
Ainda insisto pelo uso de LEITORES DE CÓDIGO DE BARRAS, já que toodo cartão tradicionalista tem um. Não pode ser pra enfeite né?? Isso auxiliaria no credenciamento de TODOS os eventos!

VAMOS MELHORAR NOSSO MOVIMENTO, TORNÁ-LO MAIS DEMOCRÁTICO E BUSCAR PELA NOSSA RAIZ.

VAMOS DEBATER COM SERIEDADE E NÃO ENTENDER AS CRÍTICAS COMO "IMPLICÂNCIA", MAS REFLETIR SOBRE ELAS E FAZER COM AS QUE AS COISAS SEJAM MAIS PURAS.

VAMOS, VAMOS, VAMOS....

Uma pequena parte do que faz valer pena...
Ah, e frente tanta coisa, vi pessoas falando sobre "O que ainda me faz estar aqui com tanta coisa errada?".

As respostas sempre são parecidas, e a minha também:
AS PESSOAS pelo qual tenho tanto apreço.

Com mais um detalhe muito relevante... Pelo meu amor ao Rio Grande do Sul, por acreditar na força social que tem (e é) a cultura.

E também porque não faço o perfil de conformista. Posso viver a dar murro em ponta de faca, mas que seja... Não vou ficar me conformando e choramingando pelos cantos, falando baixinho pra ninguém me ouvir. Vou falar de forma que alguém me escute, me dar razão é apenas uma opção. E aí vem aqueles que me chamam de "polêmica", mas não se preocupem, me chamam disso desde que eu era criança, quando eu questionava as ações da Diretoria dos colégios em que eu estudei. Fui de Grêmio Estudantil e me envolvi politicamente na vida do meu mundo...

Nunca tive poderes pra mudar a realidade da minha cidade, do meu Estado ou do meu País, mas daquilo que esteve ao meu alcance eu consegui. E seguirei, pelo menos tentando.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Batalha perdida. Por enquanto...

Pois bem, meus caros...

A proposição para o Congresso (fui informada) não será votada.

Pois, segundo o artigo 70 do Estatuto, temos o seguinte:

DAS ALTERAÇÕES ESTATUTÁRIAS E DA EXTINÇÃO DA ENTIDADE
Art.  70  -  O  presente  Estatuto  só  poderá  ser  modificado,  parcial  ou  totalmente,  inclusive  quanto  à  forma  de administração, pelo Congresso Tradicionalista, em sessão convocada especialmente para esse fim, pelo Conselho Diretor ou a requerimento da maioria absoluta dos Coordenadores Regionais ou de 1/3 (um terço) das entidades filiadas efetivas ou, ainda, por deliberação do plenário do Congresso anterior.
  §  1º  -  A  emenda  só  será  considerada  aprovada  se  obtiver  o  voto  favorável  de,  no  mínimo,  2/3  (dois  terços)  da totalidade dos delegados das entidades filiadas efetivas presentes ao Congresso. 
  §  2º  -  O  projeto  de  reforma  de  que  trata este  artigo  deverá  ser  do  conhecimento  das  entidades  filiadas,  com  uma antecedência mínima  de 60 (sessenta) dias da data estabelecida para a realização do Congresso Tradicionalista em que tiver que ser votado. 

Aham, ok ok, eu conheço o (profundamente protecionista) artigo 70.
E não cumpri com suas determinações de prazo de 60 dias e talz.

MAAAS, meus caros... 
Olhem o que diz na Coletânea... 
Ou no site do MTG, onde está o pdf ESTATUTO.
  
    

Art. 36 - Compete ao Congresso Tradicionalista:
I - traçar as diretrizes, rumos e princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho;
II - promover a aproximação fraternal dos tradicionalistas;
III - estudar os aspectos cívicos, culturais e associativos do MTG, especialmente os que o caracterizam como instituição de utilidade pública;
IV - apreciar o relatório final do Conselho Diretor;
V - conhecer o parecer da Junta Fiscal sobre o movimento financeiro e as mutações patrimoniais;
Vl - destituir, por decisão de dois 2/3 (terços) de seus membros, em sessão extraordinária convocada especialmente para esse fim, o Presidente e os Vice-Presidentes do Conselho Diretor, elegendo, na mesma sessão, os sucessores;
VIl - reformar o presente Estatuto na conformidade do disposto no art. 69;
VIIl - extinguir o MTG, com observância do estabelecido no art. 70;
IX -exercer suas demais atribuições fixadas neste Estatuto e no Regulamento Geral do MTG.





O art. 69, por sua vez, diz o seguinte:

Art. 69 - No caso da entidade desenvolver atividades envolvendo recursos públicos, municipais, estaduais ou federais de qualquer natureza, ficará condicionada a observância da legislação vigente a qual esteja vinculado o convênio, acordo ou termo de parceria.

O artigo 70 é o que trata da alteração estatutária, não o 69. Mas conforme o próprio estatuto, o que deve ser observado é o artigo 69, e não o 70!

Pois bem... Fica no ar.
Na minha opinião, a rejeição para votarmos a proposição em Pelotas é improcedente. 
Ah, e teremos outras alterações estatutárias sendo votadas... 
Mas já diriam Vítor Ramil e José Fogaça...

"Nós vamos prosseguir, companheiro
Medo não há
No rumo certo da estrada
Unidos vamos crescer e andar
Nós vamos repartir, companheiro
O campo e o mar
O pão da vida, meu braço, meu peito
Feito pra amar.

(...)

Nós vamos semear, companheiro
No coração
Manhãs e frutos e sonhos
Pr'um dia acabar com esta escuridão.
Nós vamos preparar, companheiro
Sem ilusão
Um novo tempo, em que a paz e a fartura
Brotem das mãos"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ENTRE MATES E GUITARRA: DTG Noel Guarany comemorou seus 6 anos

Viramos notícia em outros blogs também!!! ENTRE MATES E GUITARRA: DTG Noel Guarany comemorou seus 6 anos: DTG Noel Guarany comemorou seus 6 anos com evento neste sábado, com um COSTELÃO, que foi servido no dia 10 de dezembro de 2011, no Centro de...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Que tal votarmos na Convenção? >>> Proposição para o Congresso de Pelotas 2012

Caras amigas e amigos Tradicionalistas!

Já é mais que hora que uma proposição desta seja votada e aprovada pelo nosso Movimento!
É hora de fazermos nascer (mesmo que lentamente, passo por passo...) um sentimento democrático e uma atuação condizente com este sentimento dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Sabemos que o evento que altera regulamentos (que movem e organizam nossa vivência dos diversos eventos do MTG) sofrem alterações apenas na Convenção, onde tem o direito ao voto apenas o Conselho Diretor, Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal, Conselheiros Beneméritos e Coordenadores Regionais

Pois bem, como esta limitação está registrada no REGULAMENTO DA CONVENÇÃO, e os REGULAMENTOS só são alterados na Convenção, dificilmente o "liberar do voto" aconteceria justamente na Convenção (vimos, lá em Taquara, que os votantes, em maioria, não consideram muito os apelos populares... Não é?).

Porém, no ESTATUTO do MTG consta a definição de o que é Convenção, e o ESTATUTO pode ser alterado no CONGRESSO (onde as entidades tem o direito ao voto).

Pois bem, apesar da "volta", ela é necessária pra justificar o que apresento aqui.
Estamos enviando uma proposição para o CONGRESSO, que visa alterar o ESTATUTO do MTG sobre a CONVENÇÃO e que, se aprovada, ainda precisará ir à CONVENÇÃO para ser votada novamente.

O caminho é longo, mas este andar há de valer a pena!
Se o Movimento é de todos, se é democrático, vamos fazê-lo na prática!

Conto com vocês! Vamos para o Congresso de Pelotas tentar aprovar esta proposição e levá-la para a Convenção e ficar na torcida!

A proposta e as justificativas estão juntas, aqui embaixo! Qualquer coisa entrem em contato!!

Vamos juntos, gauchada! Conto com todos... A hora é agora ;)


Obs.: Esta é a proposição original que enviei... Mandei em .pdf e me pediram em um formato aberto para facilitar os trabalhos... O material que eu enviei é idêntico ao que está abaixo. Fica o comentário...


PROPOSIÇÃO PARA O 59º CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO DE PELOTAS

AUTORA: Tainá Severo Valenzuela, DTG Noel Guarany – UFSM – 13ª RT.

PROPOSTA: Alteração do Artigo 37 do Estatuto do MTG, Capítulo III, página 29 da Coletânea.

RESUMO: Propõe a seguinte nova redação:

“Artigo 37: A Convenção Tradicionalista, órgão integrado pelos membros do Conselho Diretor, Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal, pelos Conselheiros Beneméritos, Coordenadores Regionais e entidades filiadas efetivas que tenham alcançado o valor mínimo de 80% de pontos na Lista de Destaques do ano anterior ao da corrente Convenção, reúne-se ordinariamente, de acordo com as prescrições do Regulamento Geral do MTG, em local fixado na Convenção anterior, ou por convocação extraordinária.

§ 1º - Cada filiado efetivo que tenha a partir de 80% dos pontos na Lista de Destaques terá direito a UM delegado na Convenção Tradicionalista com direito à voto, independentemente da categoria da entidade, podendo este ser representado pelo Patrão ou pelo Capataz.
§ 2º - Para o exercício do voto, o delegado deverá apresentar o Cartão Tradicionalista emitido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Compete à Convenção Tradicionalista:
I – Aprovar, alterar e reformar o regulamento Geral do MTG, Código e demais regulamentos;
II – Fixar os níveis das contribuições dos filiados e seu período de vigência;
III – Criar, extinguir ou desmembrar regiões tradicionalistas;
IV – Exercer suas demais atribuições previstas no Regulamento Geral do MTG.”


JUSTIFICATIVA
Dentro do tema do Congresso Tradicionalista de 2012, “MTG e a sociedade: nossa responsabilidade social e cultural”, entendemos que é nosso direito e dever como tradicionalistas de participar das alterações dos regulamentos do MTG, assumindo assim nossa responsabilidade cultural, enquanto cumprir com estas determinações é a outra parte deste compromisso.
Sabemos que os regulamentos do Movimento Tradicionalista Gaúcho são alterados sem ter a participação da grande massa de tradicionalistas que vive, anualmente, estes eventos, seja sofrendo ou gozando de alterações sem ter participação ou direito ao voto.
Todo tradicionalista atuante deveria dar sua contribuição perante os regulamentos do Movimento, pois ao enviar as proposições para a Convenção, não tem o direito de votá-la se não for membro do Conselho, Junta Fiscal ou Coordenador Regional.



Justificativa para mínimo de 80% dos Pontos da Lista de Destaques e para o número de voto igualitário para as entidades independente da categoria:
Entendemos que é de interesse de todos que os votos da Convenção tenham a participação das entidades tradicionalistas atuantes. Ao observarmos a pontuação da Lista de Destaques, sabemos que toda aquela entidade que tenha alcançado, no mínimo, 80% dos pontos anuais (ou seja, 160 pontos se considerados os 200 pontos máximos da Lista atual), é uma entidade que atua nos mais diversos segmentos do tradicionalismo, independentemente de ser uma entidade plena, parcial, estudantil ou que se encaixe em outra categoria.
Desta forma, evitamos que entidades que atuam em apenas um segmento do Tradicionalismo tenham direito ao voto nos segmentos em que não participam. O objetivo é que possam votar na Convenção não apenas o Conselho Diretor, Junta Fiscal e Coordenadores Regionais, mas todas as entidades que participam dos eventos regidos pelos Regulamentos do MTG.

Justificativa para o voto de exclusividade do Patrão ou Capataz:
É preciso levar em consideração que os Patrões e Capatazes devem ter o controle sobre todas as atuações de sua entidade. Quando isso não ocorrer, os integrantes podem se reunir com estes solicitando sua atuação na Convenção. Assim, o Patrão e o Capataz podem organizar uma equipe para a Convenção (integrantes das Invernadas Campeira, Cultural e Artística) para que o voto que lhe cabe seja debatido e aprovado pela invernada da entidade, responsável pelo item em pauta.

Benefícios para os tradicionalistas com a aprovação desta proposição:
Toda entidade atuante no Movimento terá o direito a se manifestar na Convenção não apenas propondo e debatendo proposições, mas aprovando-as ou rejeitando-as. Desta forma, pensamos encontrar um caminho mais democrático para os rumos do Movimento.

Observação:
Esta proposição, se aprovada no Congresso Tradicionalista de Pelotas em 2012, será enviada para a Convenção Tradicionalista do mesmo ano, para que seja alterado o Regulamento do MTG, onde deverá então constar a mesma redação que esta, proposta para o Estatuto, em caso de sua aprovação.
Desde já, fica o pedido em nome de todos os tradicionalistas que aprovaram esta proposição, para que contem com o apoio e entendimento dos Coordenadores, Conselheiros e Junta Fiscal do MTG para que tenham consideração com esta manifestação e aprovem-na na Convenção Tradicionalista de 2012.

Se aprovada, as entidades tradicionalistas efetivas que tenham, no mínimo, 80% dos pontos da Lista de Destaques no ano de 2012, passam a ter direito ao voto na Convenção Tradicionalista a partir da edição do ano de 2013 e assim sucessivamente.

DTG Noel Guarany - 6 anos: "Eu faço parte desta História!"

"O passado, o presente e o SEMPRE!"
"Inevitável chegarmos nesta época do ano sem permitir que as emoçõs ganhem mais voz.

Cada ano teve sua peculiaridade...

2005, o começo.

2006, as idéias, os rumos, a busca por um caminho.

2007, o início do trilhar, as dificuldades do aprender, as tentativas de fazer o certo.


2008, a escolha definitiva do trajeto,com certezas e desafios que nunca pareceram intransponíveis.

2009, o ano das conquistas, das vitórias, da concretização.

2010, a emoçãom o enraizamento, a continuação do andar nos trilhos.

 2011... Bem, não foi um ano fácil, sabemos.
Mas nem por isso menos engrandecedor.

Erramos em alguns passos e acertamos outros tantos.
E assim, o ano se encerra com ventos que sopram anunviando não apenas mudanças, mas coisas boas também.

Mas de tudo que se passou, das decepções que tivemos e das conquistas que também vieram, percebemos que sim, estamos juntos.

E estamos juntos reconhecendo nossas diferenças e aprendendo a lidar com elas, amadurecendo cada vez que conseguimos olhar no olho um do outro e, acima de tudo, nos reconhecermos como irmãos novamente, desta família que escolhemos pra gente.

Estes somos nós, estes nós seremos.

Que em cada aniversário se renovem as forças e avontade de seguirmos em frente, em nome desta causa que tanto nos comove e move nossas vidas.

SOMOS GUARANYS. CONTINUAREMOS GUARANYS.
E SÓ SEREMOS ISSO TUDO QUE SOMOS JUNTOS.
COMO SEMPRE ESTIVEMOS E SEMPRE ESTAREMOS.

POIS ESTA É A MELHOR VIDA QUE A GENTE ESCOLHEU PRA VIVER..."

Esclarecimentos - CTG Ronda Charrua

Recebi um e-mail muito gentil do pessoal do Ronda, que, além de fazer alguns esclarecimentos, provaram que o bom senso e a boa educação fazem bem. Pra todos..

Eles me enviaram esclarecimentos sobre os 2 pontos que tratei sobre eles:
A cor das pilchas e o período histórico.

Sobre a pilcha:
"Estivemos 3 vezes com o responsável, o qual sempre nos recebeu com muita cordialidade. Na primeira visita, levamos um protótipo do traje tanto feminino quanto masculino (...), o feminino era composto por saia, 4 tipos de camisa, faixa para a cintura, jaleco e ramos de flores e tentos para os cabelos. O masculino era composto por 3 tipos de camisa, braga, chiripa saia, lenço, faixa, cinto, botas garrão e colete de couro com pelos. Todo o nosso traje foi aceito, exceto as flores e os tentos no cabelo e o jaleco das prendas. E apenas uma observação referente aos coletes, que tinham que ser costurados a mão. Na ocasião falamos que os trajes seriam tingidos ao natural, mas o mesmo falou que deveríamos tingir industrialmente, afinal, estamos em 2011, apenas nos falou as cores que ele queria que fosse utilizados..."

Sobre a data (o que foi uma pena que não fora explicado, achei a idéia muito legal mesmo!!!!):
"Colocamos uma data aleatória para que não representasse nenhuma das revoltas sofridas no estado... Queríamos homenagear a todos os homens que lutaram e a todas as mulheres que sofriam a solidão e saudade de seus maridos... Colocamos mais 1811 para condizer com 2011, mas não queríamos nos referir a nenhuma guerra em especial... Sei que nessa mancamos em não explicar, e ferir de certa forma a história do RS, mas a ideia era de não homenagear a ninguém em especial..."

Isso aí!
Obrigada ao pessoal do Ronda pela forma gentil como expuseram seu material!
Espero ajudar também aos que tiveram as mesmas dúvidas que eu para que possam esclarecê-las aqui ;)

Beijos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Saint-Hilaire

Dois trechos do Saint-Hilaire sobre os bailes, que eu acho bem interessantes!!!!
Um se passa em Rio Grande e o outro em Montevidéu!

Quem quiser fazer o download do "Viagem ao Rio Grande do Sul" , acho que neste link vai!
http://www.4shared.com/document/qLBfJw5F/Auguste_de_Saint-Hilaire__Viag.html

Página 92:

RIO GRANDE, 13 de agosto. – O Sargento-Mor Mateus da
Cunha Teles, em cuja casa nos alojamos, havia convidado o conde para
um baile, tendo mandado para isso preparar uma grande casa vizinha,
ainda não habitada. Para lá nos dirigimos às dezenove horas, onde
encontramos cerca de sessenta senhoras, reunidas em um salão forrado
a papel francês. Todas muito bem trajadas; usavam vestidos de seda branca, sapatos e meias de seda;
jovens e velhas, traziam a cabeça descober ta, os cabelos armados por uma travessa e
en feitados com flores artificiais.

Estavam sentadas ao redor do salão, em cadeiras colocadas umas
diante das outras. Os homens, em muito menor número, conservavam-se de pé.
 Todos os oficiais rigorosamente fardados, de calças e
botas; os civis trajavam fraque, camisa com jabô de renda, colete branco,
geralmente de seda, meias de sede brancas, sapatos com fivela, finalmente
calça branca de seda ou de casimira
Os oficiais traziam à cintura esses espadins, de um pé a um pé
e meio de comprimento, usados pelos portugueses e pelos oficiais da
marinha inglesa, tendo à mão um chapéu de três bicos. Vários padres,
entre eles o cura da paróquia, assistiram ao baile, e um deles fazia parte
da orquestra; todos estavam de batina. O baile começou poucos instantes
após a che gada do conde, mas nunca vi coisa tão monótona. Era preciso,
por assim dizer, obrigar os homens a tirar as senhoras para dançar e, à
exceção do conde, nenhum cavalheiro lhes dirigia a pa lavra. Dançaram-se
“inglesas” e valsas. Entre os portugueses, esta última dança não é
executada com tanta rapidez como na Alemanha e na França; aqueles
fazem, na valsa, um grande número de posições, algumas vezes muito
voluptuosas. Uma jovem dançou um solo, mas, embora reconhecendo
sua graciosidade
, não pude deixar de lamentar que uma mãe honesta expusesse 
sua filha aos olhares de todos. Não tendo com quem conversar
e achando-me francamente aborrecido, resolvi retirar-me logo que
começou a ceia.


Páginas 190/191

MONTEVIDÉU, 4 de novembro. – Era hoje o aniversário do
General Lecor. O cabildo ofereceu um baile em sua honra. O general
tinha-me feito o convite ontem por meio do cavaleiro del Host, e hoje
fui ao seu palácio à hora marcada. Encontrei os principais oficiais do
estado-maior e, entre outros, os que me foram apresentados anteontem,
reunidos numa grande sala.
O cavaleiro apresentou-me aos que eu ainda não conhecia,
dentre eles o Coronel Manuel Marques, filho do tenente-general que vi
em Rio Grande. O general entrou e desfez-se em atenções para comigo.
Em seguida, fez sentar-me ao seu lado num sofá, e falamos muito sobre
minhas viagens. Passamos à sala de jantar, onde me colocou à sua direita,
desfazendo-se em amabilidades durante todo o jantar, ocasião em que
me prometeu dar um guia para acompanhar-me no resto de minha viagem.
Após o jantar, perguntou-me se queria ir ao espetáculo. Aceitei
e colocou-me a seu lado no camarote, contíguo ao palco. A sala, bastante
grande, teto não estucado, desprovida de ornamento, apresenta somente
três filas de camarotes, contando as dos andares superiores. Os homens
sentam-se em bancos na platéia; o teatro é pequeno e as decorações, feias.
Representaram duas peças, uma tragédia e uma pequena comédia. Não
se podia dizer que os atores, pelo menos os principais, sejam péssimos,
mas não passam de medíocres. Na tragédia, onde o herói era Viriato, todos
os artistas vestiam a antiga roupa espanhola. Não pude compreender a
peça, porque meus vizinhos falavam continuamente comigo. Acompanhei
melhor a comédia, cujo enredo é o seguinte: um homem tinha a mania
de procurar tesouros, e um de seus amigos quis ver se o curava. Penetra-lhe
no íntimo e lhe faz crer que ele é mágico, que tem comércio com os
demônios e que o tesouro tão desejado pode ser descoberto por estes
meios. Faz-se passar o herói por uma série de mistificações; ao fim da
última, seu marido e sua mulher aparecem numa nuvem e lhe dizem que
uma boa mulher e um amigo sincero são o único tesouro digno de inveja.
Vê-se em tudo isso que não há nada de intriga, nem cômico, nem espirituoso.
Durante todo o espetáculo, os assistentes não manifestaram o
mínimo sinal de aprovação e, segundo me dizem eles, ficam sempre
apáticos.
Depois do espetáculo, fomos ao baile realizado numa grande
sala da Casa do Cabildo, paço da Câmara Municipal. Não tinha o mínimo
ornamento, mas surpreendi-me de ver, numa das extremidades, o retrato
do rei de Portugal, abaixo do qual se achavam cetros cruzados sobre
uma almofada de veludo. Os homens estavam de pé e as mulheres, sentadas
em banquetes. Estas muito bem vestidas e, entre elas, grande número de
moças muito bonitas, de boas maneiras e delicadas, que não pude deixar
de admirar. Não creio que na França, numa cidade de população semelhante,
pudesse realizar-se uma reunião de senhoras tão distintas. As de
Montevidéu não têm, evidentemente, a graça e a vivacidade das francesas,
porém tal vez mais elegantes em suas maneiras. Quanto aos homens,
repito o que já disse sobre sua apatia.

Todas as qualidades de refrigerantes eram oferecidas prontamente a
quem os solicitasse. Mas, se no Rio Grande havia, em todos os
bares, uma mesa ser vida com profusão exagerada, podemos convir que
a mesa aqui do baile do cabildo de Montevidéu fazia pouca honra à sua
generosidade. Poder-se-ia pensar que se destinasse a uma meia dú zia de
meninos. Depois de ter passado algumas horas nesta reunião, saí e fui
dormir em casa do Sr. Ca vailler.


É isso!!!!

Edição do post abaixo.

Meus caros...
Devido insistentes pedidos de integrantes do Campo dos Bugres, retirei a parte do post anterior que tecia meus comentários a respeito da pesquisa da entidade.

Eles alegaram que não devem satisfações aos que não são avaliadores de indumentárias, danças ou coreografias. Que se o trabalho foi aprovado, já é suficiente. Ok, pensamento do grupo, deve ser respeitado.

Na MINHA opinião, o ENART, antes de ser dos avaliadores, é do povo, é de todo tradicionalista.

Pena não terem entendido como algo construtivo, mas apontaram meus comentários como "nojentos" e outras palavras similares.

Retirei as manifestações a respeito do grupo.

Um integrante disse que esperava não ver mais nenhum comentário com o nome da entidade, porém, esta é uma decisão minha. Não ofendi ninguém aqui.

Afinal, cancelar minha liberdade de expressão não me será solicitado, não é?

Abraços para todos e obrigada pelas mais de 2 mil e 300 visualizações!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pesquisas no ENART 2011

Primeiro de tudo: Todo o meu respeito aos dançarinos, instrutores e patronagens das entidades citadas. Sei que o trabalho é árduo. Mas muitas pesquisas estão sendo feitas de forma bem equivocadas. Beeeeeem equivocadas.

Da mesma forma que você não confia a sua saúde à alguém que não é formado em medicina, pq confiar os estudos em História aos que não são historiadores? Defendo que cada um deva exercer a profissão pelo qual foi graduado para fazer. Se não foi, não faça.

O cuidado na bibliografia e o contexto deveria ser mais cauteloso. Trabalhos em história junto às danças não devem ser banalizados pois há a transmissão do conhecimento de forma muito popular e isto não deveria acontecer de forma equivocada.

Sem contar que, para qualquer contexto onde não se existam mais pessoas vivas que possam trazer um relato oral do período vivido, se não tiverem embasamento em fontes históricas de fundamento, as pesquisas ficam igualmente sem fundamento.

Vale se dizer ainda que as pesquisas em história não seguem mais as influências que predominaram até a 2ª metade do século XX: A influência do positivismo. O positivismo, para quem não sabe, foi uma doutrina criada por Auguste Comte em que, para a pesquisa histórica, se trata de uma linha de raciocínio onde apenas os documentos ditos "oficiais" são valorizados, em uma construção linear feitas de fatos, datas, causas e consequências e os "grandes vultos" (simplificando...). É uma corrente de pesquisa que não considera a influência cultural, as manifestações populares e nem a existência de uma história que não seja aquela configurada por estes "grandes vultos". Foi nesta doutrina em que o MTG sustentou e ainda tenta sustentar, desesperadamente, suas concepções do gaúcho Sul Rio-Grandense.

Graças à este (péssimo) pensamento, o MTG, na voz de seu "chefe de pesquisas" (que personificou - e "monopolizou" - todo o entendimento cultural do Movimento nas mãos de suas conviccções defasadas), tem trazido há anos, tanto nos livros que publica como nos temas que oferece para o Desfile Temático, um FATO seguido de diversos eventos que o moldaram. Sempre temos o destaque da elite, com Bento Gonçalves, David Canabarro e outros desses onde o "povo" se mostra apenas como uma camada que se espelha nestes ícones, desconsiderando suas vontades e principlamente, sua vasta influência na formação da identidade Sul-Rio-Grandense.

Os estudos em história conquistaram novos espaços com o Marxismo (que mesmo surgindo em época similar ao positivismo, ganha espaço posteriormente à ele) e com a Nova História Cultural, esta florescendo apenas após a metade do século XX. Aí as fontes são outras, as ideias também e se tem uma nova construção em história.

A cultura passa a ser relevante em sua grande complexidade: a articulação entre diversos setores da sociedade que se relacionavam, seja por necessidade ou não, mas com suas semelhanças devido ao espaço em que habitavam mesmo que não compusessem parcelas iguais de uma mesma sociedade.


Sempre reitero: Esta é a MINHA opinião. Do que eu acho bom, do que eu acho ruim. Por isso o blog tem meu nome. Todo mundo pode discordar, desde que saiba fazer isso com educação e ASSINANDO SEU NOME, assim como eu faço.

Ah, quem sou eu pra falar disso? Prazer, Tainá Severo Valenzuela, Historiadora e Professora de História formada pela Universidade Federal de Santa Maria, tendo sido orientada por Maria Medianeira Padoin e Saul Eduardo Seiguer Milder, com banca de monografia composta por estes dois mais Júlio Ricardo Quevedo do Santos, atual orientador do Mestrado em Patrimônio Cultural, também na UFSM.
Nada demais perto de tantos, mas tão consciente quanto muitos sobre estas pesquisas que apareceram no ENART.

Enfim enfim... Vasta e empolgada introdução para dar embasamento ao meu tema do dia: as pesquisas  do ENART.

Por ordem de apresentação, e somente os grupos que eu assisti...

CTG RONDA CHARRUA:
1 - Não localizei nenhuma fonte que fale sobre anilinas utilizadas por nos nossos povos pré-colombianos (ou seja, povos que habitaram a atual região da América antes da chegada de Cristóvão Colombo...). Logo, os chiripás primitivos com rosa e verde me deixaram bem reflexiva.Outra questão que tem corroído meu cérebro... As cartas são trocadas entre os anos de 1811 e 1812.De qual guerra se trata este contexto. Por qual "pátria" estariam lutando? Os domínio de Portugal na América já estavam definidos (Tratado de Badajós, 1801). O Brasil nem era uma "pátria" ainda, ainda era colônia de Portugal e a Família Real tinha chegado no país só em 1808. RS era uma província, mais identificada com a Cisplatina no lado Oeste do que como restante da colonização portuguesa, com o qual o Leste se identificava... Enfim, não sei.


CTG OS FARRAPOS:
Diz no jornalzinho que a idéia era prestar uma homenagem ao nome da entidade: OS FARRAPOS. Mas eles homenagearam os Líderes do Movimento Farroupilha, o que não é a exatamente mesma coisa. Os líderes do Movimento Farroupilha eram membros da elite Rio-Grandense da época, e raramente receberiam taxativos como este (pois na época o termo era pejorativo e degradante). Farrapos, geralmente, é uma alusão aos combatentes do Partido Farroupilha e não aos seus líderes, logo a apresentação acabou sendo contraditória. Obs.: Coreografia premiada.


 
GAN IVIMARAÉ:
Ótima pesquisa!! Sem contar que fizeram o bom uso do fogo na apresentação, hehe!!! Bom, é a única apresentação das que eu não vi que vou comentar. Excelente análise do período, revela parte da realidade tanto do Brasil quanto do RS do século XIX. Mistura de regionalismo com o contexto mundial das perseguições religiosas. Muito bom mesmo!

*Foto de Ricardo L. Correa


CTG SENTINELA DA QUERÊNCIA:
Gostei do contexto de Santa Maria, um tema pouco abordado sobre a cidade. O tema foi bem trabalhado, misturando a história oficial do município com a história oral, quando o moço invadia a pista para dar a notícia (isso é a parte que o popular "imortaliza"). Mas o contexto corre pelo ano de 1845, onde a braga já não seria mais utilizada... Já temos o chiripá farroupílha popularizado e, ainda, a braga se ainda fosse usada seria para uma região mais enriquecida, e ser enriquecido no centro do estado que ainda moldava sua população oriunda desta região de passagem, era um pouco menos recorrente (não que não algumas estâncias enriquecidas pela região...). Enfim, fora isso, bom contexto!


*Foto de Ricardo L. Correa

CPF PIÁ DO SUL:
Melhor trabalho de pesquisa deste ENART. Barbosa Lessa é um gigante muito esquecido pelo Movimento, mesmo que digam usar a Tese o Sentido e o Valor (que é muito boa) para alguma coisa. A obra Rodeio dos Ventos é maravilhosa, e o Piá trouxe a lenda do Ivitu-yepivu com maestria no salão. Lenda nativa + Barbosa Lessa foi algo muito bom mesmo. Pena que não foi premiada. Lembram que a coreografia dos Farrapos foi? Pois bem... Aí se explicita a corrente Positivista que o Movimento defende, percebe?? As obras do Lessa não caem nos concursos nem nada... Mas a corrente ali dos Farrapos com seus "heróis" deu certo na premiação. Percebem?

 *Foto de Ricardo L. Correa


UNIÃO GAÚCHA SIMÕES LOPES NETO:
Muito bom também! E, pra mim, foram os campeões nas danças tradicionais. Trouxeram muito bem o contexto proposto e, principalmente, com coerência! Trouxeram a realidade de Pelotas nos seus tempos mais áureos, e É ISSO QUE O SAINT-HILAIRE DIZ EM SEUS ESCRITOS, e não o oposto! Parabéns pra União, muito bom mesmo! Bem pesquisado, bem trabalhado, grupo lindo!

 *Foto de Ricardo L. Correa

CTG ESTÂNCIA DA SERRA:
Os costumes do Litoral, mesmo que ainda sejam estranhos aos olhos e ouvidos de muitos que vão ao ENART, são sempre um show! O Rio Grande tem que abrir os olhos para as culturas formadoras do Estado e que este Estado tem formações distintas conforme a região. Parabéns ao Estância, muito bom trabalho!

 *Foto de Ricardo L. Correa

CTG ALDEIA DOS ANJOS:
Ótimo contexto também. Trouxe as festas de Cavalhada da própria cidade, bem trabalhadas no folclore que embasam as festas e na forma como ela ocorre.Aí teve gente que reclamou que as prendas ficaram "horas enrolando aquele pano na cabeça"... Pessoal, por favor, é só entender o contexto... Os panos eram vermelhos, ou seja, elas eram mouras. Com a conquista do castelos pelos cristãos, elas se rendem junto e mudam a cor dos turbantes, que fica azul, da cor da ponta do pano, que representa os cristãos. E eu não pedi pra ninguém do Aldeia me explicar. É só pararem de criticar e abrirem os olhos pra o que está acontecendo na sala. Parabéns ao Aldeia também!

 *Foto de Ricardo L. Correa

GTCN VELHA CARRETA
Muito legal o trabalho do grupo! Contexto pouco visto nos ENARTs, as vendas de beira de estrada com seus secos e molhados, lidando com a parte empobrecida da sociedade, como os tropeiros e os mascates. Mostraram o espaço feminino nesta realidade, o que uma realidade muito boa de ser mostrada que as mulheres do RS trabalharam em muito nestas vendas (e não ficaram apenas "castas" em suas casas) e, em períodos de guerra, na ausência dos homens, elas mantinham estes estabelecimentos, administrando-os e servindo neles. Muito bom, Velha Carreta!!

 *Foto de Ricardo L. Correa


CTG RANCHO DA SAUDADE:
 Minha definição foi assim: Maravilhou os ouvidos, encheu os olhos e esvaziou o cérebro.
Gente, convenhamos... Patrões e peões festejando num mesmo fandango é surreal. Sem contar a loucura do patrão de subir em seu piano com sua prenda no "fim da festa". Pianos já eram bens raros, somente aos mais abastados. Subir em cima dela não era uma opção. Virei e revirei meu Saint-Hilaire procurando algum registro destes bailes de tropeiros+Barões, e não encontrei. Ao contrário, o livro cita os bailes da elite na presença de mulheres e homens muito bem vestidos com suas sedas, mas nenhum baile que misturasse as duas classes sociais, tão distintas. Ainda, as carreiradas podiam atrair todo tipo de público, mas isso não quer dizer que eles se misturassem e comemorassem juntos. A citação do Dreyes que tem no jornaliznho não denota, em nenhum momento, que a festa acontece unindo ambos. Iguais? Meus caros, não fomos e nem somos!!!!! O tema que o Rancho trouxe pra sala é a idéia que a direção do Movimento tem tentado empurrar goela abaixo de todos nós, tradicionalistas, de que somos iguais e de que eles fazem tudo pelo nosso bem. Mas não somos iguais, nós sabemos disso!!! Nem preciso dizer mais.

 *Foto de Ricardo L. Correa


Para concluir...

A diversidade de temas deste ENART e, principalmente, de realidades ou de temas folclóricos, foi o que mais me fascinou. União Gaúcha com os barões pelotenses, Estância da Serra com o litoral, Piá do Sul com lenda nativa são exemplos desta diversidade não de períodos, mas de contextos, realidades e regionalidades!!

E mais uma vez... Nada pessoal com dançarinos, integrantes de entidades nem nada. Minha função enquanto historiadora é zelar pelo bem do que eu estudo. Minha função como tradicionalita é zelar pelo bem da cultura do Rio Grande do Sul. Esse é o meu jeito.

*No próximo post, vou postar trechos do Viagem ao Rio Grande do Sul, do Saint-Hilaire, quando ele fala sobre os bailes que ele presenciou.

*Ah, como isso não é um artigo científico, não coloquei fontes. Se alguém quiser informações sobre as fontes que eu uso/usei, é só pedir ;) 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Juntos.

GUARANYS!

Nossa classificação não chegou por causa de 0,1 ponto.

Só quero dizer que nós somos bem maiores do que isto.
Não há nota no mundo que tenha capacidade de identificar esta entidade.
Nós somos o 1 e temos todos os zeros na sua sequência, e não em sua frente.

A IRRESPONSABILIDADE de sumirem com nosso microfone para a Meia Canha e depois de terem cortado o som deste microfone pois a equipe de som simplesmente "achou" que deveríamos usar outro, é apenas mais uma página na nossa história de superação e amor.

AVANTE.

Como sempre me disse meu pai:
"Se te virem recuando, que saibam sempre que tu vai embalar pra voltar mais forte".
Comigo sempre deu certo.

E juntando os ensinamentos do grandes mestres da minha vida - PAI e MÃE -, como diria ela:
"Não deixe que seus medos tomem o o lugar dos seus sonhos."

Vamos juntos, como sempre. Se vencermos será abraçados, se cairmos será abraçados também.

Que Tiarajú nos abençõe e que Noel se orgulhe de nós.
 
 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Dia do Jovem Tradicionalista

 "A dor que mexe com a gente
É que a cultura indigente
Anda pedindo socorro
A terra morre de fome
Pra alimentar sobrenomes
Que germinam inconsequentes..."

Como uma historiadora que trabalha com música, começo este post com essa frase genial da música "Aos Olhos da Terra", que eu considero um hino quanto o entendimento da realidade do Rio Grande do Sul, em termos sociais, culturais e também políticos. Ela é hino na voz do Luiz Marenco, mas não sei a autoria. Se alguém puder me informar eu agradeço para dar ao autor seus devidos e merecidos créditos.

Hoje, dia 5 de setembro, é o Dia do Jovem Tradicionalista. Foi movimentada uma tag no twitter #diadojovemtradicionalista sugerindo que se completasse a frase: "Ser Jovem Tradicionalista é..."

*Fonte da imagem: http://rogeriobastos.blogspot.com

Adorei a idéia e passei o dia pensando em algo pra twittar e não consegui. Culpa das shorts messages do twitter, hehe! Mas resolvi responder esta frase aqui no blog.

Primeira situação a ser levada em consideração é a seguinte: Somos tradicionalistas. A juventude vem na forma de pensar. É possível pensar no tradicional sem ser retrógrado. Por isso uso aquele clichê básico do "jovem de todas as idades". Acredito nisso.

E o que mais me incomodou nos últimos anos foi a passividade da nossa juventude dentro do Movimento (sim, isso me inclui diretamente). Quantas vezes questionamos nossos regulamentos, criticamos decisões e atividades? Inúmeras, tenho certeza. Agora, quantas vezes AGIMOS para que as coisas se ajustassem da forma como parecessem mais corretas? Cada um responda esta pergunta para si...

Percebo estarmos em um feliz momento da Juventude Tradicionalista. Vejo maiores mobilizações, desejos florescentes de agir. E TEMOS QUE FAZER ISSO.

Ser parte do sistema não significa conformar-se com ele se acreditarmos que ele está equivocado.

Sempre carreguei comigo a idéia de que, se eu me considero tradicionalista e se eu discordo das ações adotadas pelo topo da pirâmide do Movimento Tradicionalista Gaúcho, eu não devia virar as costas pra ele e seguir um novo rumo. Meu lugar é ali dentro, tentando fazer as coisas mudarem. Pois eu acredito que devam MUDAR sim, aliás, MUDAR DE NOVO, mas, desta vez, mudar no sentido oposto das mudanças que já aconteceram, mudar e ir ao encontro das idéias iniciais que nortearam as ações daqueles já tão famosos 8 jovens que deram a base para o que temos hoje.

E muita gente não entende que a idéia de mudança é, na verdade, voltarmos no tempo e resgatar o que, de fato, é nosso de forma pura. Pois o que temos agora está estranho demais... Se o Movimento tivesse seguido seu rumo inicial, seus valores primordiais, me digam, por qual motivo PAIXÃO CORTÊS não está aqui, agindo conosco??? POIS ELE DISCORDA DOS RUMOS que a institucionalização da Tradição tomou. Sendo assim, pensem: ESTAMOS FAZENDO JUSTIÇA ÀQUILO QUE NOS FOI DEIXADO????

E assim "a cultura, indigente, anda pedindo socorro...". Quem vai socorrê-la?

É necessário sim, acredito eu, haver uma instituição que busque ORIENTAR aos que desejam efetivar a defesa folclórica e cultural de uma região. Eu disse ORIENTAR. Não engessar. A cultura está sendo engessada, está sendo ditada e regrada de uma forma que faz com que ela perca sua característica folclórica e, desta forma, original.

E está sendo feito isso de forma nada democrática. A Convenção não é democrática. O Congresso poderia ser quase isso, mas não mexe em quase nada que faça realmente alguma diferença no cerne das questões que tocam ao tradicionalismo.

Meus caros amigos e amigas, tradicionalistas e jovens tradicionalistas: Deixemos a passividade de lado. É hora de acordarmos e AGIRMOS em defesa do Rio Grande do Sul, dos seus valores morais e culturais. Não tenhamos medo de nos expor. Não deixem que o receio abafe suas angústias e cale suas vozes sem apontar aquilo que vocês acreditam estar equivocado. Mostrem suas caras, assinem seus nomes. ISSO É NOBRE, não é feio. Não se preocupem com os taxativos se vocês tiverem um objetivo maior.

Reflitam, pensem nos argumentos que movem vocês em favor de suas idéias. Reflitam sobre os argumentos daqueles que forem contra. Idéias podem mudar ou, ainda, tornarem-se mais fortes.

Só não se calem. O Rio Grande do Sul precisa de vocês, precisa de nós.

Temos muito em nosso favor. A tecnologia, a facilidade da comunicação, a facilidade de locomoção, o acesso à informação, e claro, as AMIZADES. Sim, elas fazem a diferença!!!!

Mas vamos começar assim... Olhem a Carta de Princípios. Quantos daqueles itens vocês sentem que praticam? Quais destes itens vocês TEM CERTEZA que seus REPRESENTANTES praticam? Não adianta só pensarmos sobre... É preciso fazer. Cada item da Carta começa com um verbo, já observaram isso? E todo mundo que já foi alfabetizado sabe que os verbos correspondem às AÇÕES.

Então vamos... Vamos agir! Agir em nome do que é bom, não apenas pelo "barulho". Agir por aquilo que a gente acredita. Nós não somos o futuro do Movimento, já disse isso outras vezes. NÓS SOMOS O SEU PRESENTE.

Tem muita gente boa por aí que desistiu de lutar. Vamos chamá-los de volta, vamos nos fortalecer. Fazer acontecer. 

Agora acho que consigo responder a frase...

Ser jovem tradicionalista é AGIR pelo bem da cultura do Rio Grande do Sul.

Vamos?